Candidato social-democrata à Câmara de Coimbra defende que aquela cidade e a Guarda têm de pressionar para que os IC6 e IC7 um dia venham a ser executados

O candidato pela coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT à Câmara Municipal de Coimbra, Jaime Ramos, considera que a conclusão do IC6 (entre Tábua e Oliveira do Hospital) e a construção do IC7 (Oliveira do Hospital – Celorico da Beira) são projectos fundamentais para a região Centro e que a cidade da Guarda e Coimbra têm de se unir para pressionar o poder central a executá-los, assim como a remodelação da via ferroviária da Beira Alta, o Centro de Estudos Ibéricos (criado para “ligar Guarda, Coimbra e Salamanca”) e a valorização do rio Mondego.

O social-democrata que falava durante uma sessão sobre “a coesão territorial e a cooperação futura entre as cidades” da região defendeu ainda que “Coimbra deve ambicionar um papel mais importante do que a CIM [comunidade intermunicipal] e ser área metropolitana”, referindo que “a lei permite” avançar nesse sentido. “Nós e a Guarda podemos competir”, designadamente para conquistar “aquilo que é mais benéfico” para cada uma das cidades, mas “também podemos cooperar”, explicou o candidato social-democrata à Câmara de Coimbra, afirmando que lhe custa ver “Coimbra isolada dos municípios vizinhos” e dos restantes da região centro. “Coimbra tem de fazer política para além dos seus limites e promover parcerias com os municípios vizinhos” e as outras capitais de distrito da região, rematou Jaime Ramos.

Ao seu lado, o presidente da Câmara da Guarda e recandidato a um segundo mandato, Álvaro Amaro, considerou que “Coimbra tem de liderar” a região, sublinhando que esta não liderança actual é um “pecado capital”. O líder dos Autarcas Social-Democratas, embora diga que lhe custa, aceita que a sede da região de turismo Centro de Portugal seja em Aveiro, mas “devia chamar-se Coimbra, que é uma marca mais forte que Centro e do que qualquer outra cidade”, à semelhança do que sucede com o Norte, que agrega esta referência ao Porto.

“Há mais-valias em Coimbra que outras cidades não têm”, salientou, considerando que isso não significa que não devam existir “rivalidades saudáveis entre as cidades e os municípios. O diálogo é fundamental” na política, “mas não resolve nada, o que é importante é liderar e este é o pecado capital de Coimbra, que não lidera nada”, rematou Álvaro Amaro.

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  • António Lopes

    Para “um dia” não precisam pressionar.Isso tenho a certeza que vai acontecer. O drama é que, estamos à espera há vinte anos.A questão é: “Um dia” é mais quantos..? Nós merecia-mos para há 18 anos atrás..! Quem indemniza o prejuízo..?

    • Xela

      Quem indemniza?
      Não me diga que a geringonça não é capaz de mais esse grande feito?