‘Candidatos’ à Câmara trocam primeiros mimos

… pelo PS, foi uma das figuras centrais da última assembleia municipal. Sendo o primeiro membro da assembleia a usar da palavra, José Carlos iniciou o seu discurso com uma “palavra de reconhecimento” a António Lopes – o deputado da CDU que, no mês passado, renunciou ao mandato. “As razões porque o fez são dele e nisso não me meto, mas não poderia deixar de realçar o contributo que este homem deu. As suas críticas sempre frontais, mas sempre acompanhadas com soluções alternativas, foram de uma coragem exemplar e deram-me uma lição sobre a forma como se deve estar na política”.

Num recado implicitamente dirigido ao presidente da câmara, o eleito pelo PS lembrou que “na política não há inimigos mas sim adversários”, ao mesmo tempo que defendeu que “com adversários com a capacidade crítica de António Lopes, tem a ganhar a sociedade e o concelho, numa perspectiva de evolução que se exige para que este concelho seja um local onde valha a pena viver”.

Algum tempo depois – estavam em discussão as Grandes Opções do Plano (GOP) para o próximo quadriénio e o Orçamento da câmara Municipal para 2009 -, José Carlos voltou ao púlpito para dirigir um contundente ataque político ao presidente da câmara. “Não me revejo nas GOP e neste Orçamento”, referiu aquele deputado, defendendo que, porventura, “com a mesma verba éramos capazes de fazer melhor”.

José Carlos deu exemplos concretos, referindo que ao invés de gastar “60 mil contos” numa rotunda de homenagem ao empresário, teria antes investido “numas piscinas na Cordinha, e em salas polivalentes nas escolas do 1º Ciclo de Ensino Básico de Vila Franca da Beira e Seixo da Beira”.

Sobre o principal investimento da Câmara Municipal previsto para 2009 na área da educação – o agora designado centro escolar, cujas obras já se iniciaram –, Alexandrino disse ter outra visão sobre o assunto, já que este tipo de investimentos é maioritariamente financiado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional. “Eu faria uma obra nova e nos terrenos da zona escolar. Ficava ali tudo centralizado”, defendeu.

Insurgindo-se contra a própria bancada do PSD que – conforme criticou – “deixa passar carros e carretos e “às vezes parece que até tem medo” de se expressar, José Carlos apelou ainda ao presidente da câmara para que resolva o problema da zona de estacionamento em terra batida em frente à escola onde já foi presidente e actualmente lecciona – a EB 1,2,3 da Cordinha. “O senhor às vezes apanha umas birras. Eu não sei se é por eu estar na escola da Cordinha… veja lá, porque se for por isso, eu peço a transferência”, afirmou o deputado municipal do PS, frisando que não faz sentido manter aquela área envolvente à escola naquele estado.

Mário Alves não gostou do que ouviu e disse ter “escolhas diferentes das do senhor José Carlos Alexandrino”. A propósito do centro educativo, por exemplo, o autarca do PSD disse que era era um desperdício gastar “3 milhões de euros para fazer um centro educativo”, deixando as instalações da actual escola da cidade ao abandono. “São escolhas diferentes, disse Mário Alves, sem deixar de frisar que o que a câmara faz “é rentabilizar ao máximo os dinheiros públicos”.

Mas numa toada já mais polémica, Alves lembrou àquele membro da oposição “o mamarracho da casa do povo” de Ervedal da Beira e falou em obras “megalómanas”.

Contra a vontade de Carlos Rocha, José Carlos dirigiu-se novamente ao púlpito e decidiu retorquir, acusando o presidente da câmara de “não aguentar a discussão”.

Explicando que o “pai do projecto” da casa do povo de Ervedal da Beira era o próprio presidente da Assembleia Municipal, aquele deputado do PS inflamou o discurso e desafiou António Simões Saraiva a confirmar as diligências efectuadas para que a Casa do Povo fosse uma realidade, quando pouco tempo depois de meterem mãos à obra o governo de Cavaco Silva determinou a extinção daquelas entidades. “É verdade sim, senhor”, respondeu Simões Saraiva. Na altura, Alexandrino e Saraiva eram, respectivamente, presidentes da direcção e da assembleia-geral da casa do povo ervedalense.

Já sobre as obras “megalómanas”, o eleito do PS tomou as palavras de Alves como uma referência ao edifício futurista da Caixa de Crédito Agrícola e recordou que, antes daquela construção, “Oliveira do Hospital era motivo de reportagem na TVI por causa das ratazanas que se passeavam no local.

Henrique Barreto

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