A questão da desunião que se instalou no PSD logo após as eleições internas de Março 2006, dominou grande parte do debate promovido, dia 9, pela rádio Boa Nova entre Paulo Rocha e José Carlos Mendes.

Candidatos descartaram responsabilidades

O candidato da lista A acusou a candidatura adversária de querer “branquear claramente aquilo que foram estes dois anos de conflito, não só com o executivo mas também com os militantes” e frisou que é “público que não existe relacionamento entre o executivo e a comissão política eleita”, mas “devem ser assacadas as responsabilidades a quem de direito”.

Enjeitando “qualquer responsabilidades” na divisão do partido, o presidente candidato da lista B insistiu na tese de que, após ter vencido as eleições, tudo fez para unir o PSD, embora em vão. “Passados poucos dias, ouvimos do senhor presidente da Câmara, na assembleia Municipal, que com esta comissão política não trabalhava”, afirmou José Carlos Mendes, salientando que apesar da polémica afirmação de Mário Alves, o PSD escreveu-lhe uma carta a convidá-lo para uma reunião “para se discutirem assuntos relacionados com a autarquia”. “Ele não nos respondeu e não se deslocou à reunião. Fizemos isso várias vezes e o senhor. presidente não se dignou nem a responder à carta nem a vir às reuniões”, sentenciou Mendes.

“A célebre vitelada”

O candidato da lista B fez também referência ao tradicional convívio organizado pelo PSD nas Caldas de Paulo em 2006, que ficou marcado pelas ausências de Mário Alves e Paulo Rocha. “Convidámos o senhor presidente de Câmara e o candidato Paulo Rocha. E ao que é que nós assistimos? Gostava de saber onde é que o senhor candidato Paulo Rocha esteve nesse dia, que eu por acaso sei. E pelo que me foi dito…esteve numa vitelada no senhor das Almas, na inauguração de uma rotunda”.

Salientando a realização de outras iniciativas partidárias que não contaram nem com a presença de Mário Alves nem de Paulo Rocha – como, por exemplo, a realização de uma vigília para “a manutenção do SAP em Oliveira do Hospital” –, Mendes não se cansou de invocar os esforços feitos pelo PSD com vista a unir as duas facções.

O presidente do PSD alegou que “foi a partir daí” que o partido entendeu que tinha que “expor perante os militantes e a opinião pública oliveirense” as suas próprias “ideias sobre as perspectivas para o desenvolvimento de Oliveira do Hospital”.

Rocha acusa PSD de aproveitamento político na vigília contra o encerramento do SAP

“Já todos perceberam que a responsabilidade do estado a que chegou o partido não é só do senhor presidente da Câmara em exclusivo”, ripostou Paulo Rocha, lendo um recorte de imprensa do Correio da Beira Serra, em que José Carlos Mendes afirmou, quando questionado pelo CBS a propósito de uma eventual retirada de confiança política ao presidente da Câmara, que “nada estava decidido porque a comissão política ainda não tinha tomado posse”. “Ora, isto foi no dia 14 de Abril, antes da dita frase proferida pelo senhor presidente da Câmara”, explicou Paulo Rocha.

Imagem vazia padrãoMas o concorrente de José Carlos Mendes – conforme o próprio se auto-designou durante toda a entrevista – voltou a invocar uma entrevista onde o presidente do PSD afirmou ao CBS – a propósito da célebre carta anónima “Tirano Minhoto” distribuída aos militantes do partido em véspera das eleições – que “é verdade que só elementos das duas listas têm acesso a ficheiros de militantes e a carta poderá ter saído do seio da lista A. Ora, como é que com afirmações desta natureza nós dizemos que a responsabilidade é dos outros”, perguntou Rocha.

O candidato da lista B notou ainda que, no próprio dia das eleições, telefonou a José Carlos Mendes a “felicitá-lo e a pedir-lhe para que as coisas acalmassem e se fizesse a união no partido. Mas “dois meses depois” – argumentou Rocha – “já tínhamos assistido a talvez 20 ou 30 recortes de jornais… em que constantemente o executivo e o presidente da Câmara eram postos em causa”.

Sobre a sua presença na “célebre vitelada”, numa altura em que o PSD estava reunido no convívio das Caldas de S. Paulo, Rocha diz que fez a sua “análise” e entendeu a “postura que vinha a ser seguida pela comissão política” como uma razão para não aparecer no encontro social-democrata.

Já sobre a vigília do SAP, Rocha criticou a comissão política do PSD por “não estar informada em relação a esse processo” e considerou que a vigília foi uma uma tentativa de “aproveitamento da insegurança dos oliveirenses em relação a uma matéria que é fundamental”.

José Carlos Mendes não desistiu entretanto de recusar quaisquer responsabilidades pelas divisões no partido – “tive o cuidado de unir o partido e o senhor e o senhor presidente de Câmara é que não estiveram interessados nisso”, observou aquele candidato – e acusou o seu adversário de ter omitido, na leitura de um recorte de imprensa do Correio da Beira Serra, um apelo por si feito no sentido do diálogo e da união do partido. “Eu vou continuar a ler o que ele começou a ler. E diz assim:”(…) o que se pretende é dialogar com o presidente da Câmara para que não haja conflitos…Portanto, devia ter dito que eu disse que pretendia o diálogo com o senhor presidente de Câmara”, esclareceu Mendes.

LEIA TAMBÉM

Incêndio

Anda tudo a gozar connosco!!! Autor: Luís Lagos

Anda tudo a gozar connosco!!! Eu estou absolutamente farto!!! Fartinho!!! Haverá quem leia este post …

VIV´Á REPÚBLICA ! Autor: João Dinis

Viv´ó 5 de Outubro, Dia da República !  Viv´ó Feriado do 5 de Outubro que …