Carlos Maia não gostou de críticas de António Lopes e convidou-o a mudar de concelho

O presidente da União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira e também líder do Partido Socialista de Oliveira do Hospital convidou António Lopes a mudar de concelho. Carlos Maia teve esta reacção depois de ouvir o homem que foi eleito para liderar a Assembleia Municipal criticar a falta de investimento por parte da autarquia em obras estruturantes, de referir que não comunga da ideia da existência de um elevado retorno para a região com a realização da Festa do Queijo e de censurar atitude passiva da autarquia perante o que se está a passar na Fundação D. Maria Emília Vasconcelos Cabral.

“Se este não é o concelho que o senhor António Lopes gosta é um problema dele. Lamento. Se não gosta mude de concelho. Mude de Concelho”, respondeu o líder da estrutura concelhia do PS, sublinhando que António Lopes está na Assembleia Municipal apenas com um único objectivo: “o deita abaixo”. “Mas nós vamos resistir-lhe. Sinto-me muito satisfeito por viver neste concelho e por ter este presidente.  Este é o concelho de que gosto, como gosto do presidente, do executivo e do caminho traçado”, atirou, frisando ainda que os eleitos do PS não se encontram na Assembleia Municipal para dizer ámen, numa alegada alusão à critica de António Lopes por ninguém daquele órgão, com excepção, do social-democrata Rafael Costa, se ter mostrado preocupado com os indícios de irregularidades existentes na Fundação D. Maria Emília Vasconcelos Cabral.

António Lopes tinha criticado o facto de a autarquia não ter qualquer dívida para pagar referente aos últimos 44 dias. Um facto que, no entender do ex-presidente da Assembleia Municipal, é sinal de que a Câmara Municipal não está a trabalhar e não está a realizar obra. “Faz-me confusão ver esta passividade”, acusou António Lopes que se mostrou também indignado pela falta de reacções à actual situação de alegadas irregularidades e inactividade da Fundação D. Maria Emília Vasconcelos Cabral. “A Fundação não poderia e deveria ser um motor de desenvolvimento do concelho? Ninguém se preocupa?”, questionou, voltando a repetir que só na água a autarquia está “a cobrar mais 700 mil euros aos munícipes sem razão nenhuma”.

“Acham que é este o caminho, pois sigam. Mas não é o que António Lopes defende e isso que fique claro. Não é por este caminho que Oliveira do Hospital lá vai”, continuou António Lopes que criticou também o facto de José Carlos Alexandrino ter mostrado os números de dormidas em 2014, para justificar a bondade da Festa do Queijo. Números que, no entender de António Lopes, dá uma média de 43 dormidas por noite no concelho e que devem deixar os responsáveis pelas unidades hoteleiras preocupados. “E estas dormidas têm a ver com clientes que eles já têm, muitos deles turistas estrangeiros que nada têm a ver com a Festa do Queijo”, rematou António Lopes. Criticas que levaram Carlos Maia a convidá-lo a mudar de concelho.

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  • Vermelhão

    Está bonito. Ontem e já não é a primeira vez, o nosso “Chamussa” ou “poucochinho” demonstrou que possui uma linguagem que, um “Primeiro” não pode ter. E agora um dos seus súbditos, segue-lhe as pisadas.
    Então diz isso a alguém que foi eleito pelo Povo, com mais votos que a sua freguesia inteira?
    E o Presidente da Assembleia permite este tipo de linguagem?
    Parece-me que o camarada Lopes vai ter dificuldades. Apesar de alguns organismos estatais lhe terem dado razão, mesmo que sem consequências, agora com o “homem que só mente, mas não fica vermelho” a mudar os boys a esta velocidade, dificilmente conseguirá resultados. E porque a Justiça é o que é….

    • António Lopes

      Vamos com calma. Como já disse desde os 12 anos que não resido no Concelho.Não nasci cá, é um facto.Penso ninguém duvidar do meu amor e orgulho em Oliveira do Hospital.E estas coisas, provam-se no dia a dia.Não é a encher a boca com palavras de circunstância. Tal como Kenedy disse, sempre me preocupei, e preocupo, é com o que posso fazer pelo Concelho.Nunca me preocupei com o que o Concelho pode fazer por mim. Há dias não devia mas disse, na AM que já tinha feito do meu próprio bolso, mais que todos os que me dizem conversa desta.Pugno pelo interesse dos Munícipes pois foi para isso que me elegeram.Nunca quis nem quero nada para mim.Tem na Comissão política do PS quem nem sequer me cumprimente por me ter oposto a que os empregassem por favor.Mas lá estão.Eles, as esposas, os filhos, enfim os porta bandeiras todos.É por isso, e por lhe lembrar isso, que se sentem incomodados.Ao que parece, brevemente, vão sentir-se muito mais.A justiça tarda mas chega e pelo mexer da “vegetação”, parece que já alguém anda por aí…Sinal que alguma coisa está a acontecer…

  • Guerra Junqueiro

    Então o Carlos Artur quer que o António Lopes mude de concelho.
    Sabemos que quando gostava de Viseu, o Maia era até candidato à Assembleia da Republica. Depois com a perda de funções deixou de gostar do concelho e até do distrito de Viseu, e veio desempregado para este concelho que gosta, e até foi eleito presidente de junta, que lhe deu um jeito terrível, e que o fez gostar ainda mais deste concelho.
    Compreende-se perfeitamente porque gostam disto e o queiram ver longe, no entanto parece-me que muitos vão num futuro próximo procurar as paisagens alentejanas. Mudam de gostos.

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro

  • Rui Carvalho Mendes

    O senhor Carlos Maia não deve estar bem. Então é este tipo de democracia que defende? Tem a certeza que não ficava melhor filiado num partido que defenda uma democracia musculada? Que tal se quando o senhor criticou o anterior Governo o tivessem convidado a mudar de país? Estou a ver que se dá mal com a critica. Aquilo que o senhor gosta ou deixa de gostar não lhe dá o direito de dizer parvoíces no salão nobre do município só para agradar a quem manda. Essa de convidar um homem, que foi eleito por uma estrondosa maioria dos munícipes de Oliveira do Hospital para liderar a Assembleia Municipal, a mudar de concelho só porque não concorda com a política seguida pelo executivo de José Carlos Alexandrino é de bradar aos céus. O Senhor Carlos Maia, quero acreditar, já se arrependeu do disparate que disse. Um pedido de desculpas públicas só lhe ficava bem. Resta a pergunta: terá coragem e personalidade para esse acto nobre? Fico à espera da resposta.
    Respeitosamente,
    Rui Carvalho Mendes

    • António Lopes

      Lá o pedido de desculpas é como outro.O que eu apreciava mais era que este Concelho de que o líder do Partido Socialista tanto gosta, fosse um Concelho de igualdade de oportunidades e não, preferencialmente, para os “nossos” como eles gostam de dizer e eu tanto discordo.Afinal, todos pagam impostos segundo os mesmos critérios e leis.Logo, porquê diferentes nos direitos..?

      • Força Amigo

        Eu não sei o que é que eles aprendem lá por Coja, mas a igualdade de oportunidades vem no cardápio. O que parece, é que a igualdade é “mais igual para os nossos”.
        Já percebeu porque marcaram a AM tão cedo? E a encomenda da notícia do Nunes sair logo depois? Pois é, saiu tudo antes de se saber das investigações que começaram.
        Acho que a sua oposição vai partilhar a igualdade para outro concelho, talvez para o conselho jurídico.
        Parece que a “igualdade, fraternidade e liberdade” só depois chegam a este concelho.

      • Gertrudes Maria

        Porque será que ninguem manda calar o ilustre eng. Carlos Maia que apenas tem assento na Assembleia Municipal enquanto Presidente de uma Junta de Freguesia??!!
        e pergunta-se ao Sr Antonio Lopes enquanto membro da A.M. porque aceitou e aceita e autoriza que Carlos Maia fale enquanto presidente do PS concelhio??!!
        Será que ele tem direito a tecer comentarios destes num local onde apenas está como mero e simples Presidente de Junta??!!!
        Realmente esta Assembleia Municipal é mesmo anedotica.

        • António Lopes

          Já lhe disse muita vez qual era o papel dele.Veja as actas.Ele diz que fala quando quizer que o Jano Também falava..! E como tem a maioria eo Presidente da mesa quando ataco duro até o inscreve para me responder mesmo sem ele pedir…estou farto de lutar contra esta “democrácia”. Quer que o cale à bomba? Também tenho licença para isso.Tenho pena é do Salão Nobre.E não gosto de interromper os trabalhos..! Só mesmo a gozar…Isto, bateu no fundo.

    • Independente(s)

      Creio que ,esta, é uma boa – e necessária! -observação.
      Sem deixar-mos este continente, “velho”, pois ainda assim consideramos o da Europa ocidental, pensemos que uma afirmação destas ” Deixe este concelho”, que é como quem diz, “imigre”, ou “emigre”, ou “vá-se embora”, ou “desapareça”, – sem ser por decreto, que esse tempo já lá vai!-e coloquemo-lo a uma outra escala, até na de cidadania , dos problemas europeus e facilmente encontraríamos, en Le Pen, tais “redondezas”: o xenofobismo!
      Outros, em anterior tempo da História , ainda, contemporânea,, nem sequer aconselharam….ou avisaram: “queimaram” mesmo.
      Acresce, se tal afirmação foi feita, em 2016, no espaço em que foi ouvida, permite concluir que o seu autor – mesmo assistindo-lhe o direito à sua opinião – está fora do tempo, do lugar e, em particular, das responsabilidades que, em colegial (?) eleição, lhe foram atribuídas e que não creio seja a matriz do partido que representa: ou se retrata ele, ou, então, terá que ser o partido a fazê-lo.
      Mais:
      1- Dirigida a quem foi, tal afirmação, apenas revela, do seu autor, um profundo desconhecimento dos acontecimentos autárquicos relativos aos últimos 40 anos da vida deste município – e está em sentido contrário ao actual ,apregoado ,”slogan propagandístico ” de que “Oliveira do Hospital está na moda!” – jamais, em moda, na europa, ou no mundo civilizado, se autorizam manifestações destas;
      2- Para a História do concelho, em particular, para a dos seus 40 últimos anos, covém recordar os momentos de fractura , cissão partidária, que permitiram, de absolutíssimas maiorias, se passar a, quase, ínfima minoria;
      3- É claro que quem se manifesta, desta maneira, no lugar onde o fez, dirigindo-se ao cidadão por si visado, apenas revela uma aparente “má” interpretação dos acontecimentos dos últimos dez anos neste concelho e que, como quem diz, catapultaram uma minoria para uma “desastrada” maioria, que, até, tais dislates permite;
      4- Para quem anda atento ao desenvolvimento da vida autárquica do concelho, mais disparatada, tal intervenção se considera, pois se, não fora a empenhadíssima intervenção, há dez anos, do nela visado, e a ” implosão” do PPD local – também, por ele, acarinhada e promovida – jamais estes “ilustres oradores”, os das “palavras”, ou “das palavrinhas”, ou das “palmadas nas costas”. dos hipócritas elogios, da “distribuição do bolo”, das escuras negociatas, ou de “xenófobas intervenções”, ou de meros e copiados “slogans” , dizíamos, não fora esse visado, jamais, estes personagens, estariam a pisar os trilhos que pisam…
      Alguém terá que se retratar.

  • empréstimos

    Que faça um empréstimo de 2 ou 3 milhões de euros dizia na AM esta abécula, porque é que não perguntou ao Alex pelos 9 milhões que vieram de Bruxelas para a BLC3?
    Têm rebentado com pouco têm.

    • Demilhocrata

      Quanto mais, “milhor”…(milho, milhares, milhões….milhares de milhões…)
      É, apenas, para isto, que estes demilhocratas se candidatam…
      Viv’ó pagode multimilhocrata!
      No bolso.

  • Mancamulas

    Senhor Carlos Maia, não convide o ilustre e bom homem António Lopes a sair do nosso concelho. O sr devia estar calado, sabe porquê? Porque o sr é que fugiu da sua terra,fugiu para oliveira, e isso é vergonhoso porque o sr. ainda é o presidente da junta do ervedal, onde o seu trabalho está á vista! Marasmo e nada feito.