Carlos Maia vai a votos com o objetivo de manter o PS à frente dos destinos do concelho

Carlos Maia prepara-se para suceder José Francisco Rolo na liderança do PS de Oliveira do Hospital. A encabeçar uma lista única que vai a votos no próximo sábado, o conhecido militante propõe-se a manter o partido à frente dos destinos do concelho.

“O futuro está nas nossas mãos”. Assim entende Carlos Maia, o militante do PS e autarca de freguesia, que no próximo sábado, 14 de dezembro, se submete a sufrágio com o objetivo de dar continuidade ao trabalho que nos últimos oito anos teve a assinatura de José Francisco Rolo e do qual resultaram duas vitórias eleitorais autárquicas, a última das quais, numa esmagadora maioria.

Conquistas que o candidato, em lista única, à presidência da Comissão Política Concelhia do PS não quer deixar cair, revelando-se apostado em fazer com que o partido continue a ser poder em Oliveira do Hospital. A seu favor, Maia entende ter o atual panorama político, fruto da confiança que o PS granjeou junto dos oliveirenses. “Nunca o PS teve tantas condições para se afirmar neste concelho, como tem neste momento”, considera o destacado militante socialista, notando que para isso valeu uma postura de trabalho de porta aberta à sociedade civil e as apostas “acertadas” em José Carlos Alexandrino para a Câmara Municipal, António Lopes para a Assembleia Municipal e os restantes candidatos às Juntas de Freguesia.

“Isto traz-nos uma grande responsabilidade”, entende Carlos Maia que prestes a assumir a liderança do partido encara o caminho trilhado pelos adversários – “têm sido notícia na Comunicação Social pelas piores razões”, verificou – como aquele que não deve ser seguido pelo PS, que deve antes “continuar a ser um partido unido e aberto à população”.

Reconhecendo que o trabalho feito pelo presidente da Câmara e vereação no anterior mandato – “não negaram esforços ao concelho”, referiu – foi determinante para a expressiva vitória eleitoral conseguida pelo partido no passado mês de setembro, Maia entende que deve ser esse o caminho a seguir para “garantir o futuro do PS no concelho”.

Equipa renovada e comissões de trabalho

De olhos postos naquele propósito, Maia garante ter chamado a si “militantes com grande experiência e passado político”, bem como “gente nova capaz de trazer ideias e contributos”. “Esta lista tem alguma renovação para o futuro”, refere o candidato que, desta forma, pretende que a Comissão Política possa atuar em vertentes “fundamentais”, como são a saúde (falta de acompanhamento médico nas periferias do concelho), educação (mega agrupamento escolar e ESTGOH) e o desenvolvimento económico do concelho ( reivindicar melhores condições para os empresários e potenciar a fixação de jovens). Para o efeito, Maia prepara-se para criar no seio da Comissão Política grupos de trabalho destinados a tratar cada uma das áreas. “Vamos criar comissões de trabalho”, explicou o candidato, que desta forma procura um maior envolvimento dos militantes na vida da Comissão Política, com o objetivo de também os responsabilizar na procura de soluções.

“Sempre estive habituado a trabalhar em equipa e é esta prática que deve acontecer em qualquer organização”, entende Carlos Maia que, ao mesmo tempo, defende uma maior aproximação às concelhias socialistas do distrito e também às vizinhas concelhias de Seia e Gouveia, por exemplo. “Há interesses que são comuns”, refere o candidato aludindo ao prolongamento do IC6 e IC7, para cujo desbloqueio Maia entende fundamental a criação de um lóbi a nível da região, porque “só falando a uma só voz, pode haver alguém que nos ouça”.

Também autarca de freguesia – o candidato preside à União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira – Maia propõe-se igualmente a um maior acompanhamento aos eleitos nas últimas autárquicas. “Temos 13 freguesias na nossa mão”, observa, considerando importante que os autarcas “vejam que o PS é um partido preocupado com as terras deles”.

De um modo geral, o que Maia defende é a continuidade de um trabalho centrado nas pessoas, que devem sentir que “somos sérios, dignos e preocupados com o futuro deste concelho”.

“Temos que saber lidar com a realidade de que somos o maior partido de Oliveira do Hospital”

De saída da liderança do partido por força dos estatutos, José Francisco Rolo aplaude a candidatura de Carlos Maia que acredita “vai servir bem o concelho”. “Faz parte da velha tradição da ética, dos princípios e dos valores e, por isso, é que conseguiu fazer lista una, consensual e ao serviço do concelho”, refere o ainda líder dos socialistas, revelando-se honrado pelos oito anos que esteve à frente do partido e onde primou por uma política de “abertura” à sociedade civil.

“As pessoas ouviram-nos e encontraram no PS um referencial de responsabilidade e estabilidade”, diz José Francisco Rolo, satisfeito por ter tido a “sorte” de José Carlos Alexandrino aceitar a candidatura à Câmara e o partido ganhar as eleições. “Foi uma medida inteligentissíma”, entende José Francisco Rolo, certo de que “o PS só é grande” se continuar a política de “abertura à sociedade civil”. Um trabalho que acredita que vai ser seguido por Carlos Maia, até porque “nas última eleições o partido valeu mais de oito mil votos e não podemos defraudar as expectativas”. “Temos que saber lidar com a realidade de que somos o maior partido de Oliveira do Hospital”, sublinha.

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  • opraeles

    Vai ser desta que temos PS? Ou vai ser o papaassordismo do costume.?