Casa abandonada ruiu esta madrugada em Gramaços e deixou rua intransitável

Aconteceu às 01h30, mas se fosse durante o dia, o desabamento da antiga casa de pedra poderia ter causado danos maiores.

Que o diga Lúcia Fonseca que habita a moradia localizada, mesmo em frente, à casa desabada e que, a meio da última noite, foi confrontada com “um estrondo muito forte” que inicialmente associou a um trovão.

“Até a casa estremeceu”, referiu ao correiodabeiraserra.com, contando que naquela rua circulam viaturas de moradores e é habitual a presença de algumas crianças e jovens.

“Eu tenho três filhos e às vezes estão cá os meus sobrinhos”, acrescentou a moradora, revelando contentamento por o desabamento  não ter ocorrido durante o dia.

Com acesso para a sua habitação totalmente condicionado, a moradora que habita o número 24 há cerca de seis anos, disse nunca ter dado conta da presença dos proprietários da casa agora desabada. “Já está abandonada há muitos anos”, informou uma vizinha, explicando que os proprietários da casa que “tem mais de 100 anos” já faleceram e o velho imóvel pertence agora a vários herdeiros que estão ausentes da localidade.

Já sem telhado, a antiga casa de pedra tinha sido coberta provisoriamente, com chapas, pela vizinha Lúcia Fonseca que chegou a fazer uso do seu interior para arrumos. A medida chegou a ser bem interpretada por outros populares que, consideram que até contribuiu para a preservação do velho imóvel.

Pese embora, o avançado estado de degradação em que a antiga casa se encontrava, Lúcia Fonseca garantiu a este jornal que nunca tinha dado conta de cair alguma pedra. “Eu digo que foi por causa das chuvas”, sustentou, notando contudo que na hora do desabamento não estava a chover.

Depois do episódio desta madrugada, os moradores da Rua do Vale receiam que uma outra casa contígua à já desabada possa ter o mesmo desfecho. Trata-se de uma habitação abandonada há vários anos e que se encontra a descoberto e sem janelas.

As preocupações dos moradores estendem-se ainda até à Rua Principal de Gramaços, onde, dizem existir várias casas abandonadas que ameaçam ruir a qualquer momento. “Só aqui há ruínas”, desabafou uma moradora, temendo o pior se o mau tempo continuar.

Uma equipa da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital esteve, esta manhã, no local do desabamento, mas até há instantes ainda não tinham sido iniciados os trabalhos de remoção dos destroços.

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