Caso da Secundária: Alves e Mendes envolvidos contenda verbal

Na última reunião pública do executivo oliveirense, os ânimos exaltaram-se entre os vereadores Mário Alves e José Carlos Mendes. Em análise estava o conteúdo da carta que o director da Escola Secundária de Oliveira do Hospital, Albano Dinis, remeteu à Câmara Municipal, em jeito de resposta às declarações proferidas pelo vereador do PSD na reunião pública de 4 de Janeiro e, onde é referenciado o nome do Correio da Beira Serra como a fonte através da qual o responsável pela escola teve conhecimento de tais declarações.

Visivelmente indignado com o conteúdo da missiva – o director informa que não existe qualquer obrigação de carácter económico da autarquia para com a escola e escusa-se a comentar “outras insinuações “ em nome da “ética, do bom senso e das mais elementares regras de democracia” – Mário Alves começou a disparar em todas as frentes, começando à partida por criticar o facto de a carta ser assinada pela subdirectora Cristina Borges e não por Albano Dinis.

“Que os oliveirenses façam a respectiva análise”, considerou Mário Alves, insistindo entretanto com a tese de que Albano Dinis teve conhecimento do que foi dito naquela reunião primeiro pela vereadora Telma Martinho e não pelo Correio da Beira Serra.

O vereador do PSD chegou até a munir-se da acta para recordar o que havia sido dito na reunião, verificando que “o que está em acta é claro e objectivo e, desfaz o conteúdo desta carta”. Colocou por isso nas mãos dos oliveirenses a avaliação do episódio porque “a gente de Oliveira do Hospital é gente boa”.

A vereadora eleita pelo movimento independente “Oliveira do Hospital Sempre”, Telma Martinho, retorquiu para explicar que não foi ela quem informou Dinis sobre as declarações proferidas na última reunião, lembrando que apenas falou com o director da Escola, quando o vereador do PSD assumiu ter-se enganado quando anteriormente tinha acusado o Agrupamento Brás Garcia de Mascarenhas de usar o nome da Câmara para justificar as dívidas aos fornecedores, e acusou a Secundária desse procedimento.


Também o vereador independente José Carlos Mendes saiu em defesa de Telma Martinho, acabando a atitude por não ser bem interpretada pelo vereador do PSD.

“Eu percebo o papel dos senhores vereadores, percebo eu e as pessoas que estão na rua”, sustentou Mário Alves. Em resposta directa, Mendes esclareceu que foi Alves quem levou o assunto àquela reunião.

“Não fizemos mais nada do que argumentar”, referiu o eleito independente que, com tom de voz mais elevado, chegou a desafiar o ex-presidente da autarquia a deixar de fazer insinuações e a colocar “as questões em cima da mesa”.

Acabou por ser Alves a colocar um ponto final na troca de galhardetes ao referir: “não vai conseguir tirar-me do sério”.

O presidente da Câmara deu também o assunto por encerrado, referindo que “os jornais deram dimensão pública” à questão, mas “todas as partes tiveram oportunidade de se esclarecerem”.

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