Caso do Café Central chega a tribunal

 

Terminaram os acordos entre a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e a empresa exploradora do Café Central, localizado no Largo Ribeiro do Amaral. “Vamos intentar ação contra a Fertavending”, informou ontem o presidente da autarquia oliveirense, revelando daquela forma não estar disponível para chegar a acordo com o conhecido empresário Nuno Pereira que, no início de dezembro, rescindiu contrato com a autarquia por “justa causa” alegando a não resolução de problemas decorrentes de construção, como sendo infiltrações.

Em recentes declarações prestadas a este diário digital, Nuno Pereira atribuiu responsabilidades maiores ao anterior executivo e empresa construtora e também acusou a atual Câmara Municipal de não resolver os problemas que tem vindo a denunciar e que, segundo contou, lhe afastaram muita clientela e provocaram muitos prejuízos.

Motivos pelos quais entrou em incumprimento no pagamento das rendas – 10 meses no total – e reclama da Câmara Municipal uma indemnização na ordem de 16 rendas, equivalente a um total de 30 mil Euros.

Uma postura que, no entanto, não convence a Câmara Municipal que não deteta irregularidades no espaço e até tem em curso o procedimento concursal para a entrega do espaço a novo explorador.

“Está a ser feito um inventário, mas não há nada de especial para lá ser feito a não ser uma pintura”, afirmou José Carlos Alexandrino em reunião pública do executivo, onde ao longo do último ano, o caso foi por demais debatido devido ao incumprimento do pagamento de rendas por parte do explorador e que, em maio, já atingia o montante de 26 mil Euros. Valor que entretanto foi reduzido por via de acordos entre as partes e que implicaram o congelamento de pelo menos seis meses de renda.

Responsável por um espaço que herdou do anterior executivo, José Carlos Alexandrino confessa não estar contente pelo caminho que o caso está a seguir. “Mas também não há outras condições”, regista.

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