Casos de violência doméstica disparam em Oliveira do Hospital

Em 2013 foram sinalizados no concelho de Oliveira do Hospital 48 casos de violência doméstica. Só na última semana, o posto local da GNR registou quatro novos casos. A situação preocupa os responsáveis municipais.

Os números revelados esta tarde no decorrer da Mesa Redonda promovida pelo projeto concelhio “Igualdade Local, Cidadania Responsável” e que trouxe a Oliveira do Hospital responsáveis pela Associação de Apoio à Vítima (APAV) são reveladores do aumento dos casos de violência doméstica verificados no concelho.

Uma situação para a qual o município garante estar atento e determinado em travar, razão pela qual decidiu lançar um olhar especial sobre a temática da igualdade, sobretudo de género, criando um plano municipal para a igualdade e o Dia Municipal para a Igualdade e até a figura da conselheira para a Igualdade, assumida por Teresa Gouveia Serra.

Com a “Prevenção e Luta contra a Violência de Género” a servir de mote ao encontro realizado na Biblioteca Municipal no âmbito da Semana para a Igualdade, foi sobre a violência doméstica que o vice-presidente da Câmara e vereador da Ação Social no município centrou atenção maior.

A motivá-lo estava a dura realidade dos números no que à violência doméstica diz respeito, sobretudo a nível concelhio. “Preocupa-nos o número de casos sinalizados em Oliveira do Hospital”, referiu José Francisco Rolo, desvendando que até à data foram sinalizados pela GNR 48 casos de violência doméstica. “Só na última semana surgiram quatro casos”, registou, alertando assim para o aumento daquela realidade no concelho e que tem obrigado a uma intervenção reforçada da parte do município no auxílio que presta às vítimas.

“Ainda esta semana foi a reunião de Câmara o caso de uma vítima de violência doméstica”, partilhou o responsável que, coloca a temática nas prioridades do município. “Temos uma rede alerta para estas questões e que está sensibilizada para a necessidade de rapidamente acorrer a qualquer vítima, ou suspeita de vítima”, referiu José Francisco Rolo, considerando determinante a execução do Plano Municipal para a Igualdade porque “é importante manter a tónica nestas questões”.

A contar com a colaboração da APAV, José Francisco Rolo explicou que o objetivo de iniciativas como a que esta tarde foi realizada é de “sensibilizar e alertar para a adoção de práticas saudáveis”. “A vida pode ser mais feliz se nos relacionarmos positivamente”, considerou.

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    “Casa onde não há pão, todos ralham e nenhum tem razão”. Elementar e muito antigo.As políticas tem que ser emprego e realização profissional das pessoas.O resto, vem por acréscimo.