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Caule planta 75 mil árvores em área ardida em 2005

A Caule – Associação Florestal da Beira Serra vai plantar, até ao final deste ano, um total de 75 mil árvores, numa área superior a 160 hectares, destruída pelo grande incêndio de 2005.

A plantação está a ser realizada desde 2013 nas freguesias de Avô (concelho de Oliveira do Hospital), Moura da Serra e Pomares (concelho de Arganil) e tem como objetivo recuperar e valorizar a paisagem daquela zona, através da reposição de algumas espécies autóctones, como o medronheiro, carvalho e o castanheiro, diminuindo assim, futuramente, o risco de incêndio florestal.

“Trata-se da maior operação do género nesta região, e encontra-se a ser executada no âmbito da Zona de Intervenção Florestal (ZIF) Moura/Alva, designadamente através do projeto “Manutenção e Recuperação de Paisagens Notáveis”, co -financiado pelo PRODER”, refere a Caule em comunicado enviado ao correiodabeiraserra.com.

Com esta intervenção, a Associação espera recuperar uma área de “grande valor ambiental” que se encontrava “altamente degradada” depois do incêndio de 2005, na medida em que além das novas plantações está também a ser levado a cabo um conjunto de “operações”, como desbates e controlo da vegetação espontânea, que beneficiam as espécies existentes.

Assente na plantação de espécies típicas da região, este projeto pretende a compartimentação dos espaços florestais, ou seja, a definição das espécies a plantar em determinada área de terreno, de modo a reduzir a carga de combustível e por consequência o risco de incêndio nestas zonas, que têm sido ciclicamente afectadas pelo fogo.

 “Se não fossem estes projetos estas seriam zonas eternamente abandonadas”, sendo “consecutivamente pasto para chamas”

Presidente da Associação Florestal da Beira Serra, José Vasco Campos, realça a importância deste trabalho “não apenas para recuperação dos espaços florestais”, mas também para a recuperação da paisagem “com espécies devidamente adaptadas à região”, fazendo notar que “se não fossem estes projetos estas seriam zonas eternamente abandonadas”, sendo “consecutivamente pasto para chamas”. “O que está aqui em causa não são as 75 mil árvores que estamos a plantar, mas tudo o que está a ser beneficiado”, garante Vasco Campos, para quem este projeto permite acima de tudo criar condições para o “crescimento e desenvolvimento de centenas de milhares de árvores”.

Também com o objetivo de “replantar” uma área destruída pelo incêndio de 2005, a Caule irá avançar, ainda este ano, com outro projeto de “Recuperação de Paisagens Notáveis” nas freguesias de Aldeia das Dez e Alvoco das Várzeas (concelho de Oliveira do Hospital), prevendo plantar várias dezenas de milhares de árvores autóctones, numa área estimada em cerca de 130 hectares integrada na ZIF Alva/Alvoco.

Dia da Árvore assinalado com as escolas
A Associação Florestal da Beira Serra associa-se, hoje, às comemorações do Dia Mundial da Árvore em diversos locais da região. As escolas são mais uma vez o público alvo das ações previstas para assinalar a efeméride, destacando-se a deslocação de mais de uma centena de alunos da escola da Ponte das Três Entradas ao terreno, com o objetivo de visitarem o trabalho de reconversão florestal que está a ser realizado naquela área, e que tem como objetivo substituir pinheiro bravos infetados com a doença do nemátodo, por pinheiro manso. Através dos seus técnicos e equipas de sapadores florestais, a Caule realiza também uma ação de sensibilização em Santa Comba Dão, dirigida aos alunos dos três centros educativos do concelho, com plantação simbólica de uma árvore por cada escola.

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