CDS – PP quer Tarifa Familiar da Água e Destacamento da GNR em Oliveira do Hospital

Não se ficou pelas apresentações a audiência realizada, na sexta-feira passada, entre Mário Alves e os dirigentes do CDS-PP de Oliveira do Hospital, Maria José Falcão de Brito e Luís Lagos.

Em cima da mesa estiveram matérias como a ligação ao sistema intermunicipal das Águas do Zêzere e do Côa, que tarda em se concretizar. Os populares – segundo nota de imprensa enviada ao correiodabeiraserra.com – quiseram garantir junto de Mário Alves que “ a ligação não será retardada com objectivos puramente eleitoralistas”.

À preocupação manifestada, o partido popular obteve a garantia de que “a ligação será efectuada a breve prazo, antes da realização das eleições autárquicas”. “Ficamos a aguardar, bem como a imputação ou não do aumento dos custos ao consumidor”, adianta em nota de imprensa, onde também destaca a sugestão deixada a Alves para “a necessidade de ser estabelecida uma Tarifa Familiar da Água, já que, hoje, no concelho, uma família com três ou mais filhos paga, potencialmente, o metro cúbico da água a um preço mais elevado do que uma família com apenas dois”. É que a actual situação, como explica, penaliza “os casais que decidem ter mais filhos e os filhos que decidem ter consigo os pais”.

A segurança concelhia foi outra das matérias levadas à audiência de sexta-feira, com Maria José Falcão de Brito e Luís Lagos a revelarem incompreensão quanto “à razão do futuro Destacamento Territorial da GNR ter cabido a Arganil”, quando o concelho de Oliveira do Hospital “é dos que lidera a tabela de criminalidade na região”.

“Não nos parece aceitável que sendo o nosso concelho daqueles que apresenta maior índice de criminalidade, seja também o mais desprovido ao nível dos meios de segurança”, sublinharam os dirigentes populares referindo-se ainda ao facto de o concelho oliveirense, apesar de ter mais população residente, em número superior aos vizinhos de Tábua e Arganil, e de ter índices de criminalidade superiores, contar com menos efectivos da GNR. Sugeriram por isso a Alves a emissão de uma carta ao Governador Civil de Coimbra, porque “tal situação é merecedora de uma explicação lógica e honesta”.

Sem deixar de imputar responsabilidades ao Governo – “é obrigatório exigir que o Governo cumpra a sua obrigação e termine com a injustiça que reina em Oliveira do Hospital em matéria de segurança”, referem – Falcão de Brito e Lagos referiram-se ainda à possibilidade de criação de uma Polícia Municipal, “desde que feita com meios internos e não implique um aumento da despesa municipal”.

O assunto em torno das instalações da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH) foi também abordado pelos populares que se confessaram “apreensivos e preocupados” devido “ao tom de resignação com que o presidente da Câmara aborda o assunto e no não apontar de soluções para a construção da escola”.

Falcão de Brito e Lagos posicionaram a ESTGOH “acima de qualquer trica ou divergência partidária” e garantiram que o empenho do partido para que as novas instalações da escola sejam construídas “é e será sempre total”.

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