CDS/PP pede ao Governo conclusão do IC6 até Oliveira do Hospital e construção do IC7 e IC37

O grupo parlamentar do CDS-PP recomendou ontem ao Governo a conclusão do Itinerário Complementar 6 (IC6), num total de 19 quilómetros, na ligação entre Tábua e Oliveira do Hospital, alegando que esta empreitada poderá ajudar à recuperação da zona afectada pelos incêndios. A obra deste projecto de resolução dos centristas, uma medida que foi uma das bandeiras do actual presidente da autarquia oliveirense, José Carlos Alexandrino, “recomenda ao Governo dar prioridade absoluta à conclusão do IC6” (que em Março do ano passado, o Governo estimou em 38 milhões de euros). Os populares referem ainda que, de seguida, se deve apostar na construção do IC7 e do IC37, vias que ligam, respectivamente, Oliveira do Hospital a Fornos de Algodres e Viseu a Seia.

Na reunião da Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, no parlamento, o deputado centrista Hélder Amaral vincou que estes são “troços que vão direitinho à área ardida nos incêndios de Outubro”. Assim, falou na conclusão destas vias como uma “medida não de compensação, mas para criar condições e potenciar a recuperação da zona e para proteger as populações e garantir-lhes mobilidade”.

Lembrando “a promessa que o Governo fez”, de que terminaria o IC6, Hélder Amaral considerou que “o dano causado às pessoas, às indústrias e ao tecido económico [pelos incêndios] justificaria” a conclusão da obra. O deputado do Bloco de Esquerda Heitor de Sousa apoiou esta iniciativa, realçando que a obra seria “absolutamente justa”, mas lembrou que “este é um problema de anos” e que estava “congelado, para não dizer posto na gaveta, por Governos anteriores”, como o do PSD/CDS-PP.

Já o socialista Pedro Coimbra considerou que esta é uma “matéria muito importante e relevante”, por abranger “um território que tem sido esquecido e menosprezado” e que, ainda assim, “contribui de forma significativa para economia nacional e para as exportações do país”. A inexistência destes acessos tem, contudo, “dificultado a mobilidade básica das populações e das empresas”, observou. Pedro Coimbra aludiu ao compromisso assumido pelo ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques, de que o Governo iria promover os estudos para prolongar o IC6 entre Tábua e Seia, salientando que durante este ano serão feitos os “projectos necessários para a obra”. O executivo irá também garantir que a empreitada é suportada por fundos comunitários, acrescentou o deputado do PS. Também a social-democrata Fátima Ramos falou em “estradas prioritárias para o desenvolvimento do país”, localizadas numa “zona do país muito fustigada e destruída” pelos incêndios, enquanto o comunista Bruno Dias sustentou que este é “um investimento muito importante”.

No documento, a bancada centrista recorda que “o IC6 é um itinerário complementar idealizado para ligar Coimbra à Covilhã, através do interior do distrito de Coimbra e da encosta sul da serra da Estrela (passando nomeadamente por Tábua, Oliveira do Hospital e Seia), sendo, por isso, uma estrada fundamental de ligação mais directa do alto do distrito a Coimbra”. “Nunca foi concluído, fazendo até à data somente a ligação entre o IP3 em Oliveira do Mondego (Penacova) e a Estrada Nacional 17 em Candosa (Tábua)”, assinala o CDS-PP, notando que falta completar a ligação entre Tábua e Oliveira do Hospital.

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  • Popular

    É verdade!
    Depois dos submarinos, da empresas controladas por Paulo Portas -ainda se vai descobrir petróleo debaixo daqueles solos – é a altura do CDS reivindicar alguma coisa…
    Depois dos incêndios, toda a gente sabe que terrenos, árvores e, até submarinos, ficam mais baratos…e a empreitada, também.
    O irrevogável poderá ser, agora, revogável.
    É de aproveitar, sim senhor!
    É fartar VILANAGEM!
    A BEM DO PAÍS.