CDU acusa ministro de fazer frete político ao PS de Oliveira do Hospital e pergunta se José Carlos Alexandrino mantém a palavra de não se recandidatar sem o IC6

A CDU de Oliveira do Hospital considera que a recente deslocação do ministro do Planeamento e das Infra-Estruturas até Oliveira do Hospital, Pedro Marques, “assumiu, claramente, contornos de ‘frete’ político-partidário ao Partido Socialista local, a pretexto da adjudicação da obra de algumas melhorias na EN 17, esta a velha Estrada da Beira”. Os comunistas referem ainda que existe, neste momento, uma situação de “incómodo” entre os socialistas pelo “abortado” avanço do Itinerário Complementar 6 (IC6) até Oliveira do Hospital.

“Esta é, aliás, uma situação que já se arrasta há vários anos em que atravessou governos do PS e governos do PSD e CDS/PP sem que fosse resolvida a contento como reclamam os interesses das Populações e desta Região”, começa por referir a missiva assinada pelo porta-voz da CDU em Oliveira do Hospital, João Dinis, lembrando que o actual presidente da autarquia pelo PS, José Carlos Alexandrino, insiste em fazer depender do avanço do IC6 no terreno a sua recandidatura à Câmara, pelo PS, nas próximas eleições autárquicas.

“É, pois, debaixo dessa pressão partidária – em que já estão a ser utilizados, antidemocraticamente, o Aparelho e os recursos do Estado – que o PS fez deslocar a Oliveira do Hospital o ministro do Planeamento e das Infra-Estruturas, para aqui assinar o chamado ‘auto de consignação’ das obras de recuperação da EN 17. São obras que, embora importantes para nós, de facto, não passam de um pequeno projecto para 2, 2 milhões de euros, segundo a Comunicação Social. Aliás, a EN 17 precisa de muito mais do que isso para ter melhorias significativas no seu traçado”, reforça, antes de regressar ao IC6.

“Porém, quanto ao avanço do IC 6, o ministro teve de assumir que não há prazo previsível para isso _dcs0161-smallporque nem é assunto de facto ‘estratégico’ nem, a curto ou até a médio prazos, haverá verbas em Orçamentos de Estado Nacionais para o efeito. Enfim, o ministro lá tentou ‘encanar a perna à rã’ ao remeter o problema para (mais) uns ‘estudos de impacto’, e ante-projectos, e ‘blá-blá-blá’…”, continua o comunicado, questionando de seguida o que irá fazer agora o actual presidente da Câmara, José Carlos Alexandrino. “Vai ou não assumir a sua ‘promessa’ quanto à sua não-recandidatura pelo PS? Note-se que, ao que agora foi confirmado, não vai haver avanço do IC 6, no terreno, nos próximos tempos!”, perguntam, referindo ainda que de muito pouco “adiantaria rasgar-se mais um (pequeno) troço do IC 6 somente até dentro de Oliveira do Hospital sem lhe dar imediato seguimento até Seia e Celorico da Beira, até à A 25. A jusante do IC 6, também são necessárias obras de correcção ao IP 3, pelo menos entre a A 1 (Coimbra Norte) e Porto da Raiva (de onde sai o IC 6)”.

“Bónus de 50 mil euros deve ser para prevenir acidentes rodoviários”

João Dinis espera, porém, que a Câmara Municipal faça uma melhor manutenção de várias estradas municipais que tem a seu cargo e que necessitam de intervenções. “Desde logo no avivar das marcações horizontais no pavimento. Tal como estão tais marcações, desmaiadas ou desaparecidas, potenciam acidentes de viação”, rematam, aconselhando o autarca a utilizar os 50 mil euros que o Governo irá transferir para a Câmara Municipal como acerto de contas com o imposto IMI que reverte para os Municípios. “Ao concelho de Oliveira do Hospital cabe um pouco mais de 50 mil euros, assim como se fosse um inesperado bónus orçamental… A CDU propõe que essa verba possa ser utilizada pela Câmara, precisamente, no avivar das marcações horizontais no pavimento das Estradas Municipais que disso (ou de outra manutenção expedita) estejam necessitadas. Trata-se de prevenir acidentes rodoviários e suas consequências dramáticas quando não trágicas!”, concluem.

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