CDU de Oliveira do Hospital classifica mercado municipal e central de camionagem de “abcesso urbanístico” e acusa a mesa da AM de impedir o público de intervir

A CDU de Oliveira do Hospital criticou hoje a forma como são geridas as Assembleias Municipais e o estado em que se encontra o novo mercado municipal e a central de camionagem que classifica como “abcesso urbanístico”. Aquela força política acusa, em comunicado, o executivo da autarquia de ter construído uma obra cheia de erros de concepção e de execução. “Com manifesto prejuízo para os utentes da Central de Camionagem, do Mercado e para os Comerciantes”, sublinha a missiva.

“A última maioria PSD na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital (2005 – 2009) já tinha um projecto para a construção de um novo Mercado Municipal e para uma Central de Camionagem. Entretanto, esse projecto inicial foi revisto – juntaram o Mercado com a Estação de Camionagem – e a actual maioria PS finalizou-o e inaugurou-o. É obra para já ter custado cerca de um milhão de Euros”, começa por referir o comunicado, recordando que na última Sessão da Assembleia Municipal, o Presidente da Câmara reconheceu que se fosse hoje não aprovaria o projecto e não construía a obra tal como ela está.

“Faria outra diferente pelo que até encara a possibilidade de a vir a ‘reciclar’ – alterar – caso obtenha fundos para isso… A ser assim, este ‘abcesso urbanístico’ que é o edifício da Central de Camionagem e do Mercado Municipal transforma-se numa espécie de construção “lego” – faz e desfaz – e de monumento ao despesismo também”, acentuam os elementos da CDU, pedindo à autarquia que tenha mais cuidado e melhor critério na aplicação dos dinheiros públicos.

Os elementos da CDU criticam ainda a forma como está a funcionar a Assembleia Municipal (AM), particularmente a parte do regimento sobre a intervenção do público, o qual consideram “antidemocrático”, pelo que acusam o PS de impor a ditadura da maioria. “Quem queira usar da palavra nas Sessões da AM tem que se inscrever com uma antecedência mínima de cinco dias úteis! E tem logo que indicar as perguntas que pretende fazer ao Presidente da Câmara para serem sujeitas a uma selecção – espécie de ‘censura prévia’ – por parte da mesa da AM”, dizem. “O PS aprovou estas normas de cariz profundamente antidemocrático impondo a ditadura da sua maioria na AM de Oliveira do Hospital. A finalidade destas normas é tentar impedir o público de intervir nas sessões da Assembleia Municipal e, dessa forma, impedir os munícipes de colocar problemas ‘incómodos’ à maioria PS”, acusam, lembrando que anteriormente o público podia inscrever-se até antes de começar a reunião e falava quase no início para não ter que ficar à espera pelo final da sessão.

Lembrando que na última assembleia um jovem foi impedido, pelo Presidente PS da Mesa da Assembleia Municipal, de usar da palavra e de colocar as questões que também já tinha enviado para obter esclarecimentos por parte da Câmara, os elementos da CDU acusam ainda Rodrigues Gonçalves de “ter tentado impedir, sem êxito, que um outro munícipe, afecto à CDU, inscrito como público, falasse exactamente neste atentado à Democracia que é a exigência dos cinco dias de antecedência mínima para a inscrição para usar da palavra por parte do público nas sessões da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital”.

A terminar acusam a maioria absoluta do PS na Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital de ter “um comportamento antidemocrático do tipo quero, posso e mando”, o que, no entender dos comunistas, “afasta cada vez mais os munícipes dos seus eleitos e não contribui em nada para a participação e empenho das Populações na resolução dos seus problemas concretos”. E como conclusão referem que tais atitudes empobrecem a própria Democracia e desmascaram a demagogia em que, nesta matéria, o PS é useiro e vezeiro”.

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