Centro de Interpretação da Bobadela está devoluto e sem data para abrir

Localizado em pleno centro romano da Bobadela, o edifício que integra o triângulo constituído pelo fórum e anfiteatro, já inaugurados, continua esquecido. Num investimento de mais de 200 mil euros suportado pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), a obra está pronta há mais de um ano, mas assiste-se agora a um impasse no que respeita ao processo de musealização dos elementos romanos que se encontram no Museu Machado de Castro.

Confrontado com esta situação, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital confirmou a existência de um problema na Bobadela, salvaguardando porém que não se trata de um impasse por parte da autarquia.

“Aquilo que a Câmara Municipal tinha a fazer está feito, inclusive a parte do arranjo do rés-do-chão da casa paroquial que também faz parte desse mesmo processo de musealização”, referiu Mário Alves ao correiodabeiraserra.com, denunciando que “falta agora ao Estado cumprir com a parte que lhe compete”.

Segundo explicou o presidente da autarquia oliveirense, de entre os intervenientes no compromisso assumido em protocolo assinado entre o IPPAR, a Câmara, a Junta de Freguesia e a Fábrica da Igreja Paroquial da Bobadela, apenas o IPPAR está a falhar.

Para além do impasse na abertura do edifício de relevo cultural, Mário Alves revelou-se ainda preocupado com os sinais de degradação que já são visíveis no interior do espaço.

A este diário digital, o autarca disse já ter alertado a direcção regional da Cultura para o problema, tendo até solicitado na semana passada, através de ofício, uma reunião “com carácter de urgência”, tendo também enviado algumas fotografias tiradas do exterior para demonstrar o estado em que se encontra em edifício.

“Espero que nos seja dada uma resposta, para se resolver definitivamente o problema da Bobadela que já devia estar resolvido”, sustentou Mário Alves que – como referiu – já expôs o assunto ao Primeiro-ministro, por ocasião da realização do Governo Presente em Coimbra. “Disse que se o problema era a falta de verba para montar a musealização, a Câmara Municipal estava disponível para fazer um protocolo com o ministério da Cultura, com o objectivo de pôr aquele espaço a funcionar”, contou o autarca, sublinhando que “não interessa nada ter ali uma construção onde o IPPAR gastou mais de 200 mil Euros e que está devoluta e a degradar-se na zona do soalho por força das humidades”.

Apesar de ter efectuado várias tentativas, o correiodabeiraserra.com ainda não conseguiu obter esclarecimentos junto da direcção regional de Coimbra do agora denominado Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).

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