CM de Góis mantém tradição secular de regular a utilização da água

CM de Góis mantém tradição secular de regular a utilização da água

A Câmara Municipal de Góis deu posse à Comissão Administrativa das Águas para rega e juízes, de forma a organizar a levada de regadio da Ribeira de Piães. As levadas são canais de rega abertos, construídas em alvenaria, sendo que as mais extensas têm dezenas de quilómetros e a maioria provém dos pontos mais elevados da Serra. Com esta medida, a autarquia pretende dar continuidade à tradição, em que a cada hora do dia, há um determinado terreno a ser regado. Garantem que esta é “uma acção que visa igualmente um controlo e organização do bem que é a água, já apelidado de “petróleo do Século XXI”.  “Trata-se de um aliar de tradição à sustentabilidade, para garantia do património natural”, sublinham.

A estrutura de levadas foi construída ao longo dos séculos para irrigar as culturas agrícolas. Aliás, o documento mais antigo respeitante às levadas, em território nacional, é uma carta datada de 1461 do Infante D. Fernando, onde se estabelecia que dois homens ficariam incumbidos de repartirem as águas.

Actualmente, na Ribeira de Piães são apenas três os canais de irrigação. A Levada mais extensa é a ‘Levada do Albaról’ que chega até perto de Bordeiro, a segunda é a ‘Levada do Lameiro da Junça’ e leva a água para Vale Godinho, e a terceira é a ‘Levada das Vinhas’ ou ‘Levada Cimeira’ que levava a água do moinho, que ainda se pode admirar, para Carvalhas, sítio entre Piães e Outeiro.

 

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