CM de Oliveira do Hospital devolve IMI a associações e colectividades concelhias

CM de Oliveira do Hospital devolve IMI a associações e colectividades concelhias

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital (CMOH) vai devolver o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) que as associações e colectividades concelhias pagaram em 2014, através da atribuição de um subsídio.

“A decisão, aprovada por unanimidade em reunião do executivo camarário, dia 13 de Novembro, constitui um reconhecimento ao contributo do movimento associativo que, apesar dos seus parcos recursos financeiros, vem desempenhando um papel fundamental no contexto da dinamização da sociedade oliveirense nos mais variados domínios. A medida traduz um apoio financeiro municipal ao tecido associativo na ordem dos 7 mil euros”, refere um comunicado da autarquia.

“Com a intenção de fomentar o desenvolvimento do desporto e a prática da actividade física no concelho de Oliveira do Hospital e tendo em conta a grande dinâmica desportiva dos clubes, associações e escolas do concelho, a CMOH deliberou também, por unanimidade, firmar um protocolo com 16 entidades para o desenvolvimento de actividades desportivas durante a época 2014/2015, tendo em vista a isenção total ou parcial do pagamento de taxas pela utilização do pavilhão desportivo municipal, piscinas municipais e campos de ténis”, continua a missiva, concluindo que com estes protocolos, o Município de Oliveira do Hospital “pretende alcançar uma gestão mais consentânea e racional” destes três equipamentos públicos, que registam uma elevada taxa de ocupação”.

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  • Combate

    Essa “esmola” representa quanto..? Dá para um café..? Só dá “Chico Espertos”..! À falta de algo mais consistente, tinham que arranjar com que: “encher a boca”..! Isso compensa o gasto com a água que, antes, era de borla..? Os cavalheiros ou se acham espertos ou nos julgam burros…

  • Politicalex

    A minha proposta para o PS

    por VIRIATO SOROMENHO MARQUES

    Em 1956, o então jovem senador John F. Kennedy, com apenas 38 anos,
    publicou uma interessante obra, sob o título Retratos de Coragem
    (Lisboa, Esfera do Caos, 2008). Kennedy escreveu o livro numa altura em
    que a doença de coluna, que o afectava desde a infância, agravada pelos
    ferimentos de guerra, o obrigou a uma quase total imobilidade. A obra
    fala-nos de grandes senadores dos EUA, membros de vários partidos.
    Figuras como John Quincy Adams, Daniel Webster, ou Edmund G. Ross.
    Personalidades que, numa dada encruzilhada da sua vida, tiveram de
    decidir entre a sua carreira e o interesse nacional. E acabaram por
    trocar o seu futuro pessoal por aquilo que, embora destruindo as suas
    carreiras, consideram como sendo o melhor para o seu país.

    Lembrei-me disto ao ouvir o discurso de despedida de José Sócrates. Um discurso
    seguro e impecável. Uma mensagem para a história, redigida a frio, há
    muitos dias, e colocada num conveniente teleponto. Definitivamente, quem
    quiser perceber Sócrates deve recorrer à psicologia, talvez mesmo às
    neurociências. A ciência política é impotente para perceber esta figura,
    que sai da cena pública, procurando “ser feliz”, deixando dez milhões e
    seiscentos mil compatriotas na mais “vil tristeza” da sua herança
    política e económica. Sossegando-nos, pois afirma sair sem
    ressentimento, e com um sorriso nos lábios.

    Para preencher o vazio deixado pelo líder vencido, há pelo menos uma meia dúzia de figuras pálidas, mas saltitantes, que se perfilam na linha de sucessão.
    Permitam-me os militantes do PS, que avance, para variar, com o nome de
    um homem de corpo inteiro. A figura de um deputado socialista, que, se
    fosse cidadão americano, poderia ter sido imortalizado no livro de
    Kennedy. Chama-se Joaquim Ventura Leite. Em 15 de Abril de 2009, este
    socialista usou, por sua conta e risco, motivado pelo seu dever de
    consciência, uns escassos dez minutos de tempo de antena na Assembleia
    da República, para denunciar a rota de desastre em que o País se
    encontrava. Ao contrário do mitómano que conduziu o País a este
    descalabro, Ventura Leite chamava a atenção para o facto de que a
    economia portuguesa estava “viciada em crédito”. Mostrou que entre 1997 e
    2007 (portanto, antes da crise internacional) o total da dívida
    nacional havia crescido 3, 2 vezes, contra um mísero crescimento do PIB
    de 1,6 vezes. Mais: se o nosso crescimento do produto tivesse sido igual
    ao do crescimento da dívida, então o nosso rendimento per capita”,
    afirmava Ventura Leite, seria superior ao do da Alemanha e do Japão!

    Escusado será dizer que Ventura Leite não voltou a aparecer nas listas do PS.
    Para os pequenos calculistas, não há nada pior do que a coragem e
    grandeza de um homem de mãos nuas. Armado com a única coisa que talvez
    justifique a existência da nossa espécie sobre este planeta: a coragem
    de viver de acordo com a dura disciplina de uma ética da dignidade e da
    honra. Embora seja um cidadão, sem filiação partidária, atrevo-me a
    afirmar que Joaquim Ventura Leite é o meu candidato para
    secretário-geral do PS.