CNO de Oliveira do Hospital reconheceu, validou e certificou competências de 75 adultos

A entrega de diplomas – 69 do 9º ano e, seis do 12º ano – marcou ontem o culminar da primeira leva de processos RVCC desenvolvidos no CNO da Escola Secundária de Oliveira do Hospital, em funcionamento desde Setembro de 2008.

Numa sessão realizada na presença de todos os envolvidos nos processos RVCC, bem como nas várias vertentes afectas às novas oportunidades, a directora do CNO destacou a importância desta nova resposta na área da Educação se desenvolver em ambiente escolar. “A existir, que esta iniciativa exista nas escolas onde se verificam os valores da aprendizagem e se consegue uma visão do todo”, referiu Cristina Borges, acrescentando que “ainda que se afaste do normal funcionamento das escolas, estas são uma boa opção para a realidade dos CNO”.

Contando que a própria escola sentiu inicialmente algumas reservas no que respeita à adesão à rede das Novas Oportunidades – “só aderimos numa segunda fase”, frisou – Cristina Borges garantiu que o desafio assumido, no ano passado, é para ir em frente, bem como os níveis de exigência que lhe estão associados.

“Ouvimos alguns queixumes dos formandos relativamente à exigência, mas a exigência é para manter em Oliveira do Hospital, é o nosso ponto de honra”, esclareceu a responsável pelo CNO, aconselhando ainda os diplomados a irem mais longe em matéria de qualificações escolares, porque “o saber não ocupa lugar” e “uma população evoluída contribui para o desenvolvimento do país”.

O empenho e a coragem dos formandos mereceu os elogios de Cristina Borges, que também reconheceu o papel fundamental desenvolvido pelos parceiros envolvidos no projecto, como algumas Juntas de Freguesia, agrupamentos escolares e bombeiros voluntários.

“Trabalhamos com as franjas mais difíceis”

Num concelho “muito explorado pelos CNO de Arganil e Lousã”, o CNO da Escola Secundária de Oliveira do Hospital trabalha “com as franjas mais difíceis”. “Não podemos dizer que estamos satisfeitos”, disse aos jornalistas o coordenador do CNO referindo-se em concreto aos números de frequência das novas oportunidades em Oliveira do Hospital.

Contudo, Francisco Henriques revelou-se satisfeito em matéria de qualidade. “Estamos no bom caminho e não abdicamos da exigência”, sublinhou.

Também na opinião de Francisco Henriques as escolas são a melhor opção para a prossecução das novas oportunidades, dado que os professores já têm uma grande experiência em matéria de ensino e relacionamento com estudantes.

Segundo adiantou, o CNO de Oliveira do Hospital tem atraído essencialmente pessoas no activo que, por imposições profissionais, realizam o processo RVCC. Contudo, Francisco Henriques explicou que o CNO não se esgota no RVCC e é antes “porta de entrada para várias vias” como a formação para os adultos e o ensino profissional.

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