Coca-Cola vai criar nova água em nascente da Serra da Estrela

Este Centro de Produção da Unicer é uma unidade de captação e engarrafamento de água de nascente natural, situado na Serra da Estrela, junto à povoação de Aldeias. A Unicer engarrafa aqui os garrafões de cinco litros da marca Vitalis.

Juan Carlos Ramonell, director-geral da Refrige, adiantou aos jornalistas –  numa cerimónia realizada em Gouveia –  que a empresa vai criar uma nova água mineral, a partir da nascente deste centro de produção. No entanto, para já, o administrador da Coca-Cola não quis revelar o nome que irá ser atribuído à nova água. Também não avançou com números, quanto ao investimento que pretende fazer nesta unidade, nem quantos novos postos de trabalho irão ser criados.

O director-geral da Refrige revelou apenas que o plano de modernização que a Coca-Cola tem para aquela unidade, para já, “garante a manutenção e provável aumento dos postos de trabalho existentes” e que irão ser sempre dados “passos firmes e não precipitados”.

Pretende igualmente “implementar rigorosos parâmetros de compromisso ambiental, à luz das exigentes normas internacionais praticadas pelos engarrafadores da Coca-Cola Company”.

A Coca-Cola pretendia, há já dois anos “ter uma água portuguesa que se adaptasse à nossa essência e acredito que a encontrámos”.

O contrato prevê que o Centro de Produção de Gouveia passe, formalmente, para a nova administração após parecer positivo de todas as entidades competentes (Parque Natural da Serra da Estrela), ao plano de modernização apresentado pela Refrige.

O presidente da Câmara de Gouveia mostrou-se muito satisfeito com esta aposta da Coca-Cola no seu concelho.

Álvaro Amaro destacou a “grande responsabilidade social”, por parte da Unicer, que esteve para encerrar a unidade de Gouveia, “mas antes de pensar no encerramento, pensou na venda para que haja um aumento de investimento e de postos de trabalho”.

O autarca disse ainda que o município “vai continuar a disponibilizar tudo que estiver ao nosso alcance, para que possamos assistir, nesta altura de crise, sem qualquer incentivo de qualquer entidade, a este investimento”.

Para Amaro, “claro que preferia que fossem aqui anunciados que iriam ser criados cem ou duzentos postos de trabalho, mas penso que é sério da parte da Refrige, não fazer esse anúncio”.

O autarca do PSD aproveitou para deixar uma “farpa” ao governo socialista: “sei que estamos habituados a anúncios de criação de milhões de postos de trabalho e milhões de investimentos, mas isso tem resultado, infelizmente, naquilo a que o país tem assistido, muita propaganda e promessas e depois muito poucas realizações”.

Por seu lado, António Pires de Lima, presidente da Unicer, que “não foi um interesse económico” que fez com que fizessem esta venda.

In Diário As Beiras

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