Comissão Política do PSD equaciona retirar confiança política a vereadores do PSD

O clima de crispação que, desde 2006, assola o PSD concelhio está longe de ficar resolvido.

A apregoada tentativa de união do partido não está a dar frutos e, desde anteontem, que está sobre a mesa da Comissão Política Concelhia a proposta de retirada da confiança política aos antigos presidente e vice-presidente da autarquia oliveirense e agora vereadores da oposição.

A proposta que recolhe o aval da maioria dos elementos que constitui a estrutura local reunida, segunda-feira à noite, está – de acordo com o que correiodabeiraserra.com apurou – a ser estudada pela presidente Sandra Fidalgo que se comprometeu a estudar o assunto.

As tentativas de contato com Sandra Fidalgo não foram, até agora, bem sucedidas, mas este diário digital sabe que, entre os motivos que conduziram um vice-presidente concelhio do partido a avançar com a proposta de retirar a confiança política, está “a persistente negação dos dois militantes ao diálogo com os elementos que integram a estrutura, a constante ausência nas iniciativas dinamizadas pela Comissão Política Concelhia e uma postura de não oposição ao executivo socialista”.

“Não estão a defender o bom nome do partido”, afirmou Nuno Pereira a este diário digital que considera que as atitudes de Mário Alves e Paulo Rocha “desrespeitam as comissões políticas concelhia e distrital”.

Segundo apurou o correiodabeiraserra.com, a apresentação da proposta de retirada da confiança política vinha sendo adiada pelo facto de o país ter passado por um período de eleições, tendo havido, por isso, o cuidado de não prejudicar os resultados do PSD a nível concelhio.

A decisão pelo momento atual prende-se com “a necessidade de preparação das próximas eleições autárquicas”, que obriga a uma “limpeza do partido”.

No caso de a Comissão Política Concelhia se decidir pela retirada da confiança política, tal situação não implica que Alves e Rocha sejam afastados dos lugares de vereadores da oposição. Se assim o entenderem, podem continuar no exercício das suas funções até ao final do mandato autárquico.

Contatado por este diário digital, Mário Alves revelou-se indisponível para tecer qualquer consideração sobre o assunto, referindo apenas que não perde tempo com esta questão. Não foi possível, contudo, chegar à fala com o companheiro de vereação e ex-vice-presidente da autarquia, Paulo Rocha.

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