“Compre o que é nosso” chega a Oliveira do Hospital

 

A campanha “Compre o que é nosso” já chegou a Oliveira do Hospital. A apresentação pública da iniciativa, agora designada “Portugal, a Minha Primeira Escolha”, decorreu anteontem na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, no âmbito de um protocolo estabelecido entre a Agência de Desenvolvimento Integrado (ADI) de Tábua e Oliveira do Hospital, Associação Comercial e Industrial de Coimbra (ACIC) e Associação Empresarial de Portugal (AEP).

Contando com um total de 530 empresas aderentes, o projeto lançado em 2007 espera conseguir a adesão dos produtores, empresas e comércio local. Abrangendo os vários setores de atividade, a campanha está, neste momento, a incidir sobretudo no setor agroalimentar, já que devido a uma parceria com o ministério da Agricultura, as adesões efetuadas até 30 de Abril saem a custo zero para os aderentes.

Num encontro com os jornalistas, o presidente da ADI e vice-presidente da Câmara municipal de Oliveira do Hospital reconheceu a importância de adesão ao projeto,por verificar que “de há uns tempos a esta parte o tecido comercial tem-se deparado com ameaças”.

“Existe alguma pressão das lojas e dos proprietários chineses”, referiu José Francisco Rolo, assegurando contudo que da parte da ADI não existe qualquer tipo de “xenofobia ou hostilidade” em relação ao comércio chinês implantado em Oliveira do Hospital e Tábua.

Com o apoio à adesão ao “Compre o Que é Nosso”, a ADI pretende antes “promover o comércio local e de proximidade”. “Temos orgulho na produção nacional e regional e temos a obrigação de promover a qualidade dos nossos produtos”, defendeu o presidente da ADI, referindo que “não podemos ter vergonha de defender aquilo que é nosso”.

José Francisco Rolo explicou ainda que a parceria estabelecida com a ACIC destinada a promover a adesão de produtores, empresários e lojistas à campanha da AEP, vai de encontro com o conjunto de iniciativas que a ADI tem vindo a dinamizar, com o objetivo de valorizar e revitalizar o comércio local dos centros urbanos de Oliveira do Hospital e Tábua.

“É de todo pertinente darmos as mãos à ACIC e os produtores darem as mãos à Associação de Empresários de Portugal”, observou, referindo-se em particular ao sector Agroalimentar por verificar que a região “é muito rica em produtos como a maçã, o queijo, o mel e as compotas”. “Temos um manancial de oportunidades”, frisou.

Para o vice presidente da ACIC a adesão ao “Compre o que é nosso” é uma oportunidade que facilitará o processo de comercialização dos produtos. “Sei a dificuldade dos pequenos produtores do setor da agricultura de colocarem os produtos no mercado, porque as margens são esmagadas a cêntimos”, referiu Miguel Coimbra, sublinhando que “sem organização é difícil colocar produtos no mercado”.

Lamentando que “as grandes superfícies usem a força para dominar os produtores”, o vice presidente da ACIC aconselhou à “união de forças” no sentido de rentabilização das atividades.

Colocando a tónica na necessidade de internacionalização e dinamização do mercado interno, o representante da Associação Empresarial de Portugal reconheceu a importância da adesão à campanha como forma de “aumentar a notoriedade das empresas e marcas portuguesas”.

“Só sabemos dizer mal do que temos”, lamentou Samuel Silva, explicando que o “Compre o que é Nosso” pretende “mostrar que há produtos bons e que existem empresas e marcas de excelência”. Ainda que a campanha valorize os produtos portugueses, Samuel Silva garantiu que o “objetivo não é denegrir o que é importado”.

“Não vamos dizer isto por nacionalismo, queremos realçar empresas com binómio custo/qualidade de excelência”, explicou. Neste domínio, o representante da AEP alertou para a necessidade de sensibilização dos organismos públicos ,para que na hora de comprarem “em igualdade de preço e qualidade prefiram o que é português”.

Armando Silva destacou ainda a vantagem do uso do selo “Compre o que é Nosso” em produtos portugueses exportados. “O selo ajuda a penetração nos mercados externos”, referiu, notando que o “P” distingue “que é um produto europeu e não chinês”.

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