Comunicação bancária leva pela primeira vez na história da democracia portuguesa à detenção de um antigo primeiro-ministro para interrogatório

A Procuradoria-Geral da República (PGR) disse hoje que a investigação que levou à detenção do ex-primeiro-ministro José Sócrates é independente de outros inquéritos, como o Monte Branco ou Furacão, adiantando que teve origem numa comunicação bancária. Uma investigação que pela primeira vez na história da democracia portuguesa faz com que um antigo primeiro-ministro seja detido para interrogatório.

“É uma investigação independente de outros inquéritos em curso, como o Monte Branco ou o Furacão, não tendo origem em nenhum destes processos”, adianta uma nota da PGR, esclarecendo ainda que o “inquérito teve origem numa comunicação bancária efectuada ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) em cumprimento da lei de prevenção e repressão de branqueamento de capitais”.

“O inquérito, que investiga operações bancárias, movimentos e transferências de dinheiro sem justificação conhecida e legalmente admissível, encontra-se em segredo de justiça”, lembra a PGR.

O ex-primeiro-ministro José Sócrates, recorde-se, foi detido na sexta-feira à noite, quando chegava ao aeroporto de Lisboa proveniente de Paris, no âmbito de um processo de suspeitas de crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção.

 

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    Al Capone “foi o chefe de uma organização criminosa muito influente”, foi também “alvo de um fascínio mórbido por parte da imprensa e do público praticamente desde que assumiu o poder quase absoluto (…), ao aniquilar a concorrência e as testemunhas (…), bem como ao subornar autoridades políticas e sociais”. “O público começou a fartar-se dele (…).” “Al Capone sempre tratou (…) os (…) que queriam combatê-lo com uma pitada de escárnio. Esse ar de invulnerabilidade perante a lei e a ordem estabelecida”era a sua imagem de marca.

    Al Capone foi detido pela autoridade tributária.

    As citações foram retiradas de um livrinho de entrevistas distribuído pelo jornal Expresso.