Concelho de Oliveira do Hospital assolado por quatro focos de incêndio “na mesma linha e à mesma hora”

 

Foi um início de tarde complicado aquele a que, hoje, se assistiu no concelho de Oliveira do Hospital. Cerca das 15h00, a sirene da corporação da cidade dava o sinal de alerta para a propagação das chamas, que ao mesmo tempo, acontecia em Aldeia de Nogueira, freguesia de Nogueira do Cravo,em Casal de Abade na freguesia de Lourosa e em Travanca de Lagos. E, logo depois um quarto foco de incêndio também deflagrou na Quinta dos Ninhos, em Gavinhos de Baixo.

“São muitas coincidências ao deflagrarem quatro focos de incêndio na mesma linha e à mesma hora” reagia o presidente da Câmara Municipal e responsável pela proteção civil no concelho oliveirense, notando a existência de “mão criminosa” numa clara intenção de “fragilizar os meios envolvidos”.

José Carlos Alexandrino falava assim em Aldeia de Nogueira, onde o fogo já estava dado como extinto – o helicóptero concluía a operação de rescaldo – mas do outro lado da requalificada via, se ouvia o crepitar de um novo foco a escassos metros das habitações.

Uma ocorrência que, graças à presença dos bombeiros, não chegou a ter grande evolução mas que se poderia configurar de elevado perigo para as moradias e habitantes que se encontravam a assistir a tal cenário.

Situação que pôde ser comprovada por José Carlos Alexandrino que atestou da “negligência” dos proprietários que não cumprem com a obrigatória limpeza dos terrenos. “O papel da Câmara Municipal vai ter que ser mais ativo”, registou o presidente da Câmara, dando conta da dificuldade que existe em contactar os proprietários e de os notificar.

Uma situação que o autarca espera contornar, ficando os serviços municipais responsáveis pela limpeza dos terrenos, procedendo depois à emissão da respetiva fatura aos proprietários.

“Só pelo plano legal não conseguimos chegar à resolução destes problemas”

Na linha daquilo que já tinha dito aquando da apresentação do plano municipal contra incêndios para o presente ano, José Carlos Alexandrino revelou-se preocupado em defender a “segurança, bens e haveres das pessoas” pelo que apelou à união de todos na “luta contra a mudança de mentalidades”.

“Só pelo plano legal não conseguimos chegar à resolução destes problemas”, observou, dando igualmente como certa a aplicação da tal “mão pesada” nos casos de incêndio por negligência.

Segundo Alexandrino, pela primeira vez, a Câmara Municipal alterou procedimento e já aplicou “coimas a todos os que fizeram pequenos incêndios”, não se ficando pelas habituais “pequenas admoestações”.

Ao final de uma hora, o comandante dos bombeiros voluntários da cidade dava os quatro focos de incêndio como extintos. Uma prontidão reconhecida pelo responsável pela proteção civil municipal que notou o modo como as várias corporações reagiram. “Só uma resposta eficaz é que tem permitido colmatar os fogos no início”, notou Alexandrino.

No comando das operações, Emídio Camacho disse também não ter dúvidas de que os incêndios tiveram “mão criminosa”. “Com a sequência de incêndios a ideia era fragilizar os meios”, referiu o comandante de bombeiros de Oliveira do Hospital que, no combate à chamas marcado pela preocupação de defender algumas habitações que se encontravam nas imediações, contou com o apoio de dois helicópteros e corporações de Lagares da Beira, Côja, Arganil, Vila Nova de Oliveirinha, Tábua, Caule e GNR.

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