A Confraria do Queijo Serra da Estrela vai lançar, no próximo dia 8 de Março, o “Grande Livro do Queijo Serra da Estrela”. Trata-se de uma publicação que reúne um conjunto de fotografias e informação relativo à história, aplicação na gastronomia, classificação e modo de consumo do afamado queijo. Numa edição bilingue – português e inglês – a obra representa a realização de um pretensão antiga da Confraria em actividade em Oliveira do Hospital, desde 1989.

Confraria avança com “Grande Livro do Queijo Serra da Estrela”

Imagem vazia padrão“Já tínhamos esta ideia há muitos anos, mas só agora foi possível concretizá-la”, confessou ao diário online do Correio da Beira Serra, Pedro Couceiro, notando que “estava em causa um projecto muito audacioso”, a que a Confraria não conseguia dar seguimento porque “não tem fundos”. O Grande Escriba da Confraria não tem dúvidas de que se trata de “uma publicação inédita”, porque “pela primeira vez” foi possível reunir em livro tudo o que diz respeito ao Queijo Serra da Estrela, desde a sua produção mais artesanal. De fora ficou, contudo, o conteúdo relativo à sua comercialização e dificuldades associadas. Couceiro chama a atenção para o espólio fotográfico que a obra reúne, embora não saiba precisar o número concreto editado em livro. Sublinha que a compilação final de toda a informação ficou a cargo do antropólogo Pedro Castro Henriques.

Traduzida num investimento de cerca de 42 mil euros, a publicação que dedica cada linha à iguaria que leva longe o nome da Serra da Estrela, contou com o apoio da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra. No entanto, Pedro Couceiro lembra que a obra não se cinge apenas ao concelho onde nasceu a Confraria. “Oliveira do Hospital é apenas um dos concelhos da região demarcada do Queijo Serra da Estrela”, notou.

Para o lançamento do livro são editados três mil exemplares e, em número mais reduzido, um DVD informativo.

A Confraria – segundo o grande escriba – depara-se também com dois desafios que “também já não são novos” e que passam pela organização do museu do queijo e criação da sede da Confraria do Queijo Serra da Estrela.

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