Conselho de Administração da FAAD quer melhorar hospital e dotá-lo de serviço de urgência

Álvaro Herdade foi, no último sábado, reconduzido na presidência do Conselho de Administração (CA) da Fundação Aurélio Amaro Diniz (FAAD). Nos próximos quatro anos, o conhecido clínico espera melhorar o hospital e dotá-lo de um adequado serviço de urgência.

“Não nos podemos deixar ultrapassar porque a concorrência é feroz”, a observação em jeito de alerta foi feita, sábado à tarde, pelo presidente do Conselho de Administração da Fundação Aurélio Amaro Diniz, que momentos após assumir o compromisso por mais quatro anos, referiu que a prioridade da equipa que lidera é a de melhorar a área hospitalar.

“Há que remodelar o hospital, criar condições de segurança, sala de fisioterapia, urgências e novas salas de espera, endoscopia, colonoscopia e ecografias”, partilhou o conhecido clínico dos oliveirenses, considerando ser este o caminho para que o hospital da FAAD consiga nivelar com uma concorrência “feroz”, sobretudo privada e que está por todo o lado. Trabalhar “pelos doentes” é o desígnio de Herdade que desafia todos os profissionais do hospital a assumirem o papel de “hospedeiros” na sua missão de “tratar do doentes”. “Só assim conseguimos vencer esta batalha”, refere Álvaro Herdade consciente de que o hospital da FAAD está localizado no distrito de Coimbra que não tem paralelo em todo o mundo no que às respostas na área da saúde diz respeito. “Não há nenhum lugar do mundo com mais clínicas e médicos do que o distrito de Coimbra”, frisou, ao mesmo tempo que chamou a atenção para o facto de também Oliveira do Hospital se destacar como um “cluster da saúde”.

A dar por terminado um ciclo de quatro anos à frente da FAAD, Álvaro Herdade destaca as dificuldades sentidas. “Foram quatro anos de muitas lutas e nunca foi fácil gerir com o pouco dinheiro que havia”, partilhou o responsável, notando que ainda assim, a custas próprias, foi possível melhorar o apoio prestado à primeira infância, com a construção do novo infantário – espaço onde decorreu a recondução de Herdade à frente do CA da FAAD – bem como à 3ª idade, com a melhoria do lar, cujas condições eram “degradantes”. “Nem sempre as decisões que tomámos poderão ter sido as mais certas, mas se tivesse que voltar atrás fazia tudo o que foi feito”, confidenciou o clínico que, nos próximos quatro anos, espera não encontrar impedimentos para levar por diante a missão de melhorar a área hospitalar que, garante, “não foi esquecida” no primeiro mandato. “Melhorámos os elevadores e o aquecimento e estamos em condições de avançar para as grandes obras”, afirmou o responsável, que na ocasião logo aproveitou para solicitar apoio da Câmara para aquele propósito, desejando de igual modo que da parte do governo não lhes sejam colocados obstáculos. “Constantemente nos colocam limites no nosso trabalho e fazemos as coisas mais baratas do que os outros fazem. Se nos deixarem trabalhar, não temos dificuldade em fazer as obras e não precisamos da colaboração de ninguém”, disse Álvaro Herdade, confiante no serviço prestado pelos “bons trabalhadores e equipa técnica de luxo”. “Podemo-nos equiparar a um bom hospital e é por isso que somos preferidos”, referiu o responsável que, nos próximos quatro anos, espera também “ajustar os níveis salariais”.

“Este CA tem que se preocupar com aquilo que é essencial, a parte clínica e o hospital”

A renovar a confiança em Herdade, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital comungou daquele que é propósito de melhorar a área hospitalar. “Este CA tem que se preocupar com aquilo que é essencial, a parte clínica e o hospital”, afirmou José Carlos Alexandrino que, sem reservas, defendeu o regresso das urgências à FAAD. “Não escondo”, reforçou o autarca , certo de que “ com menos dinheiro que a ARS gasta com o SAP” será possível ter um serviço de urgências na FAAD, onde o Raio X funcione 24h por dia e uma pessoa não tenha que ir para Coimbra por ter um dedo fraturado. “Ir para Coimbra custa dinheiro ao país”, frisou o responsável que dando conta da disponibilidade do município em apoiar a “melhoria da área hospitalar”, disse que outro objetivo a alcançar é o de reduzir o tempo de espera das consultas. “Há coisas que temos que melhorar”, insistiu o presidente da Câmara. José Carlos Alexandrino não tem dúvidas da “importância vital” que a FAAD tem para o concelho e para a região e regozijou-se por a equipa de Herdade, pese embora os cortes na área da saúde, ter conseguido dar a volta à situação financeira que encontrou. “É fundamental que não cheguemos à situação do passado, em que houve salários em atraso”, sustentou o presidente que, defendendo uma “gestão equilibrada”, lembrou que o objetivo da FAAD não deve ser o de perseguir o lucro, devendo ter em mente uma visão social. “Às vezes mal compreendida, a Câmara e FAAD têm resolvido problemas em termos de empregabilidade”, frisou.

No Conselho de Administração da FAAD, Álvaro Herdade continua a contar com António Nabais e Luís Lagos. Rogério Prazeres e Cristina Serra preenchem os lugares deixados vagos por Maria José Freixinho e Paula Mendonça. José António Madeira Dias é suplente na equipa.

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