Conselho Geral do IPC avalia relatório que volta a pôr em perigo a continuidade da ESTGOH

Em causa, a proposta apresentada pela Comissão que foi criada para estudar a reorganização do IPC e que aponta para a não atribuição de vagas aos cursos da ESTGOH já no próximo ano letivo.

 

Está nas mãos dos 35 elementos que constituem o Conselho Geral do Instituto Politécnico de Coimbra – reune nos serviços de Ação Social do IPC, em São Martinho do Bispo – deixar passar a proposta que consta do relatório recentemente apresentado pela comissão que foi criada para estudar a reorganização do IPC.

Um documento que em nada favorece a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital e que já foi interpretado pela autarquia oliveirense como uma “tentativa encapotada de fecho da escola”.

“Este estudo não foi feito para reorganizar o IPC, mas sim para tentar fechar a nossa escola”, reagiu no final da última semana o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, que disse ainda nunca ter depositado qualquer confiança na comissão criada para estudar a reorganização do IPC, porque dela fazem parte as mesmas pessoas que “em agosto quizeram matar” a Escola de Oliveira do Hospital.

Em causa está – segundo José Carlos Alexandrino – uma proposta de não atribuição de vagas aos atuais cursos da ESTGOH já no próximo ano letivo, por estar a ser pensada a entrada em funcionamento de novos cursos na área da saúde, sem que esteja porém prevista a data para o arranque dos mesmos.

O relatório é ainda mais penoso para a escola oliveirense, por defender a sua extinção enquanto unidade orgânica do IPC e a sua passagem a pólo afeto à Escola Superior de Tecnologia da Saúde. Uma situação que não é eceite pela autarquia oliveirense que verifica a existência de “dualidade de critérios” no que respeito ao argumento usado – a duplicação de cursos – para justificar tais propostas, já que o mesmo só vale para a ESTGOH e não vale para escolas localizadas na mesma cidade, em Coimbra.

Num órgão presidido por Fernando Páscoa e onde a autarquia oliveirense não tem assento, o presidente da ESTGOH garante manter a sua postura de defesa da escola.

À entrada para o Conselho Geral, Jorge Almeida – faz-se acompanhar pelo vice-presidente Mateus Mendes – adiantou ao correiodabeiraserra.com que “o trabalho de casa foi feito” e que tudo fará para que “a escola avance e continue a cumprir o seu importante papel de desenvolvimento da região”. “Tenho confiança”, afirmou.

Ainda que sem permissão para participar nos trabalhos, a autarquia oliveirense também rumou hoje a São Martinho do Bispo. Este diário digital sabe que o vice-presidente, José Francisco Rolo, se encontrava no local momentos antes do arranque do Conselho Geral com o propósito de reunir o presidente Fernando Páscoa.2012-01-27

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