Foi inaugurado na semana passada em Seia, dia 23, o novo Contact Center da EDP. Trata-se de um investimento de cerca de 2, 5 milhões de euros que, segundo afirmou o presidente da EDP, António Mexia, deverá criar “em velocidade cruzeiro” 250 postos de trabalho”.

Contact Center da EDP já abriu em Seia e deverá criar 250 postos de trabalho

Imagem vazia padrãoConcebido para uma média de atendimentos que se cifra em 4 milhões de chamadas, este segundo Contact Center da EDP – o outro está localizado em Odivelas e emprega cerca de 500 pessoas – entrou hoje mesmo em funcionamento e resulta da transformação de umas antigas garagens da empresa num moderno edifício com 150 posições de atendimento.

O presidente da EDP, que viajou de helicóptero entre Lisboa e Seia acompanhado pelo secretário de Estado da Indústria e da Inovação, António Castro Guerra, disse que localizar este Contact Center “foi uma escolha difícil porque havia “outras cidades interessadas” no projecto, mas sublinhou que “esta zona tinha um direito histórico”, pois para além da história da EDP estar ligada a Seia, que recebeu a primeira concessão de exploração hídrica há 100 anos, e de dispor de instalações na cidade apropriada a esta operação, a região também disponibilizou recursos humanos com um perfil adequado às exigências de uma operação que – conforme frisou Mexia – foi desenvolvida “em tempo recorde”.

Além do mais, Seia é um concelho do país com um índice de risco sísmico muito baixo e, esse factor, também acabou por influenciar a decisão da EDP, uma vez “mesmo em caso de terramoto” a empresa consegue manter o apoio ao cliente.

Presidente da Câmara classifica investimento como “um ponto de viragem num novo ciclo do concelho”

“Sempre acreditei que a EDP, que tem uma longa história com Seia, uma história de 100 anos, retomasse a história para ajudar a resolver os nossos problemas”, afirmou o presidente da Câmara de Seia que considerou este investimento como “um ponto de viragem num ciclo novo do concelho”.

Recordando os tempos em que o município esteve “muito marcado pela indústria têxtil”, que lançou milhares de pessoas no desemprego, Eduardo Brito – alvo de elogios pela forma como “apoiou desde a primeira hora o desenvolvimento deste contact center em tempo recorde” –, referiu-se ao facto de o investimento em causa ser efectuado por uma empresa “sólida e de grande prestígio” e disse ainda esperar que “este exemplo da EDP frutifique e contamine outros investidores”.

Eduardo Brito insiste na resolução do problema das acessibilidades

Aproveitando a presença do secretário de Estado de Manuel Pinho no evento, Brito congratulou-se por ter agora a “EDP em linha com Seia”, mas deixou um recado: “Precisamos de pôr o Governo mais em linha com Seia… é preciso inverter algumas coisas, afirmou o autarca do PS, apelando àquele secretário de Estado para que “sensibilize o Governo a resolver o problema das acessibilidades”. “Não queremos mais nada, não queremos subsídios… queremos que o Governo nos resolva este problema que nos desqualifica e não nos deixa ser tão atractivos”, afirmou Brito.

“O vosso presidente é um homem muito tenaz que não desiste à primeira… tem razão nesta questão das acessibilidades… é preciso arranjar uma solução”, replicou Castro Guerra, prometendo levar “o recado” ao ministro das Obras Públicas, Mário Lino.

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