Ao contrário do que o diário online do Correio da Beira Serra adiantou na notícia “Desfibrilhador dos Bombeiros só foi usado uma vez”, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital não é a única corporação do concelho a dispor de um Desfibrilhador Automático Externo (DAE).

Corporação de Lagares foi a primeira a dispor de desfibrilhador, mas aparelho nunca foi usado

Imagem vazia padrãoA ambulância medicalizada que o benemérito António Lopes ofereceu em Dezembro de 2006 à corporação de Lagares da Beira está equipada com um DAE, aparelho essencial para repor o ritmo cardíaco. “Temos desfibrilhador há já algum tempo”, referiu o comandante dos Bombeiros de Lagares da Beira, frisando que o equipamento está integrado na ambulância doado por António Lopes. Pinto Tavares reagia assim à notícia de que só a corporação da cidade dispunha de um desfibrilhador automático externo.

Contudo, à semelhança do que acontece com a generalidade dos corpos de bombeiros, também a corporação de Lagares da Beira se vê impedida de fazer uso do equipamento. “Nunca foi usado e mesmo que fosse necessário nós não o poderíamos usar”, notou o comandante Pinto, discordando do facto de só os médicos poderem manusear os DAE. “É uma peça que funciona automaticamente e que faz a avaliação sozinha. O erro humano ali não existe”, referiu, assegurando que até ao momento, a corporação não se deparou com nenhum caso em que o uso do aparelho se impunha como determinante para a prestação do primeiro socorro.

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