CPCJ está a “entupir” por falta de psicólogos no Agrupamento de Escolas

A falta de professores de ensino especial no Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital colocou a “nu” outra carência, a de psicólogos. Nos últimos dois meses, dispararam os casos sinalizados pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ).

“A CPCJ está a entupir. Não temos mãos a medir”. O alerta partiu do próprio presidente da CPCJ e vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que, em reunião do executivo, fez notar que a falta de professores de educação especial está longe de ser o único problema sentido no seio do recém criado mega agrupamento de escolas.

A preocupar José Francisco Rolo está o facto de o Agrupamento de Escolas oliveirense dispor apenas de um psicólogo com 18 horas para um universo de três mil alunos. “Nota-se a clara falta de apoio aos alunos e aos pais”, observou o responsável, chegando mesmo a comparar o mega agrupamento a uma “panela de pressão” à “beira da rutura”.

Decorrente da falta de apoio em ambiente escolar, o presidente da CPCJ verifica o aumento de número de processos que têm chegado àquela estrutura. “Nos últimos dois meses aumentaram brutalmente os casos sinalizados”, revelou, notando que tal facto “demonstra que a escola pública não tem capacidade de resolver os problemas”. Hiperatividade e deficits de concentração são alguns dos motivos de sinalização por parte da CPCJ. Porém, José Francisco Rolo lembra que os casos que não são passíveis de resolução pela CPCJ terminam no tribunal , que é a última fronteira na resolução destes processos. Um caminho que Rolo entende que pode ser evitado se da parte do Governo houver maior investimento na escola pública e menos nos processos que chegam a Tribunal.

Preocupações que José Francisco Rolo manifestou diante da Delegada Regional de Estabelecimentos Escolares e também vereadora do PSD na Câmara Municipal e que, na sua opinião já deveria ter reconhecido que “um psicólogo é insuficiente”.

Sem que vislumbre uma resolução por parte do Ministério da Educação para resolução do problema da falta de psicólogos no mega agrupamento escolar, o presidente da Câmara Municipal deu conta da disponibilidade da autarquia em dotar a escola de mais psicólogos “dentro das regras da contratação pública”. Dos objetivos de José Carlos Alexandrino faz parte a constituição de uma equipa multidisciplinar, da qual farão parte psicólogos para intervir nas escolas , “subsidiando a educação que deveria ser responsabilidade do Estado”. “São os nossos filhos que estão em causa”, registou o presidente da Câmara oliveirense.

Às declarações do presidente e vice-presidente da Câmara, a vereadora do PSD reagiu enquanto Delegada Regional de Estabelecimentos Escolares. “Eu defendo este agrupamento, não faço é bandeira política do que faço. Ninguém sonha o que tenho feito para ajudar este agrupamento”, referiu Cristina Oliveira.

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