“Criou-se o mito de que vinha tudo para Meruge”

… se afiguram como um virar de página para a freguesia. “É a grande obra deste mandato”, reconhece o presidente Aníbal Correia que, em entrevista, aproveita para clarificar que o “impulso” a que a freguesia tem estado sujeita, se deve ao bom desempenho dos eleitos pela CDU.

Correio da Beira Serra – Foi eleito em 2009 pela CDU. Volvidos dois anos e meio que balanço é que faz do trabalho realizado?
Aníbal Correia
– É um balanço positivo. Estamos a conseguir cumprir os objetivos a que nos propusemos. Apesar das dificuldades, temos estado a trabalhar bem e tem havido um bom relacionamento com a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital. Vínhamos de anteriores mandatos em que se tinha tralhado muito bem. Com a saída de João Abreu, as pessoas entenderam que devia ser eu a dar continuidade ao projeto, pelo conhecimento que já tinha dos projetos destinados à freguesia e, acabei por ser eleito e a assegurar o mandato.

CBS – A propósito de objetivos, o saneamento básico afigurava-se como a pretensão maior?
AC
– Sim. Neste momento, a freguesia tem três fossas sépticas em Meruge e uma em Nogueirinha, que estão completamente saturadas e a drenar para o rio. Se nós queríamos ver o Rio Cobral completamente despoluído, também nós tínhamos que fazer alguma coisa e pressionar no sentido de resolvermos este problema grave e de, ao mesmo tempo, podermos exigir as outros que cumpram as suas obrigações e não poluam o rio que atravessa a freguesia.

CBS – Refere-se ao velho problema que são as descargas feitas por queijarias…
AC –
Sim, aquelas que ficam a montante da freguesia. É que quando aumentam os caudais dos rios é mais fácil àquelas empresas, situadas a montante, abrir as torneiras para o rio, do que fazer o adequado tratamento das águas residuais. Normalmente acontece mais pelo inverno, em dias de chuva. Mas, felizmente essa situação já não se tem verificado tanto, devido às pressões que temos vindo a fazer. Temos que continuar a trabalhar no sentido de melhorar o rio Cobral.

CBS – Mas as obras da ETAR estão paradas. O que é que se está a passar?
AC –
Pelos vistos tratam-se de dificuldades financeiras sentidas pelo empreiteiro, devido aos atrasos de pagamentos por parte da Águas do Zêzere e Côa. Esta semana já fui informado pelo presidente da Câmara Municipal que o problema estará resolvido e que as obras irão ser retomadas brevemente. Espero bem que sim. É uma obra muito importante para a freguesia, porque apesar de haver rede de saneamento em praticamente todas as áreas, os efluentes não estão a ser devidamente tratados. Com a construção da ETAR vamos também resolver a falta de saneamento noutras zonas da freguesia que não estavam ainda cobertas, porque não tinham quotas para as atuais fossas séticas. Mesmo assim, ainda vão ficar meia dúzia de lugares, como sendo o bairro da Rigueira, rua do Pombal (em Meruge) e os bairros da Tapada e da Cabine (em Nogueirinha), sem saneamento. No entanto, é nossa preocupação deixar as coisas mais ou menos preparadas para depois receber o saneamento dessas zonas.

CBS – A obra já arrancou há cerca de dois anos…
AC –
Sim já. Pelo meio também houve aqui um interregno, devido a um problema com os terrenos para Estação Elevatória. A Junta ajudou a tratar o problema com os proprietários e graças a isso vamos resolver o problema de saneamento no bairro da Mata da Joana e no Bairro Novo. Esperamos que as obras retomem em breve. Eu e o presidente da Câmara estamos a fazer pressão para que isso aconteça.

CBS – Trata-se da grande obra deste mandato?
AC –
Exatamente. Já há muito tempo que nós falávamos da necessidade de construção de uma ETAR na freguesia, porque as fossas estão completamente saturadas. E a prova disso é o estado do rio, bem visível na zona de entrada da localidade. Nós, por vezes, nem limpamos muito as margens, porque quanto mais limpamos, mais se vê e maior é o cheiro. Andámos sempre a pressionar a Câmara Municipal e desde a primeira hora que estiveram do nosso lado para que a obra avançasse o mais rapidamente possível.

CBS – Que outras carências subsistem na freguesia?
AC
– Olhe problemas há sempre. Muito se fez e muito há ainda para fazer. Mas há uma obra que é muito importante para a freguesia, mas no momento atual, temos grandes dificuldades para a conseguir pôr de pé. Trata-se da nova sede da Associação de Desenvolvimento Social e Cultural de Vale do Cobral com todas as valências na área do apoio social, algumas delas já em funcionamento como o ATL, apoio domiciliário e centro de dia, no edifício da Junta de Freguesia, a título de empréstimo. Pensada para também acolher a valência de lar de idosos, a obra tem um investimento estimado em quase dois milhões de Euros.

Temos o projeto de arquitetura aprovado e avançámos agora para as especialidades. A nossa ideia é ter tudo pronto para ver se conseguimos fazer uma candidatura para começar a obra. Já fizemos candidatura ao POPH que teve nota máxima em quase todos os parâmetros e só não foi aprovada, porque entendem que o concelho de Oliveira do Hospital já tem cobertura suficiente. Isso entristece-nos um pouco, porque ultimamente, aqui na Junta, temos recebido muitas famílias com problemas porque não conseguem um lar. Eu e a assistente social da ADSCVC procuramos vagas nos lares do concelho e acabamos por só encontrar fora do concelho. Como é que do lado de lá podem dizer que há cobertura suficiente?

CBS – A ADSCVC é uma mais valia para a freguesia…
AC –
Sim, é o motor da nossa freguesia. É das principais associações pela atividade que desenvolve em prol da população no domínio social, em especial no apoio que presta a idosos e crianças. Para além disso, é também a maior empregadora da freguesia, tendo também em funcionamento a empresa de inserção profissional, que conta com cinco funcionários responsáveis pela produção de produtos regionais e sua colocação no mercado. Produtos que também estão disponíveis na lojinha inaugurada recentemente no âmbito do Contrato Local de Desenvolvimento Social – TEAR, que terminou no dia 8 de julho.A instituição é também uma parceira importante na realização da Feira do Porco e do Enchido que a Junta realiza, com o apoio da Câmara Municipal, ADIBER e IEFP e que este ano já vai na 10ª edição. A feira já é um marco na freguesia, em particular no espaço da Laje Grande, e este ano esperamos fazer algo de diferente, como forma de assinalar a primeira década do certame.

CBS – Ainda recentemente o assunto do complexo desportivo voltou à discussão política. O que é que falhou para que a obra nunca tivesse arrancado. Há alguma previsão para que o complexo venha a ser uma realidade?
AC –
Muitas pessoas pensam que a obra é da Junta de Freguesia, mas não é. É da Associação dos Amigos de Meruge. É uma obra que está parada. Na altura foi feito projeto que foi submetido a candidatura, mas que acabou por ser inviabilizada por se tratar de um projeto megalómano. Para se fazer um complexo desportivo é preciso muito dinheiro e a única verba que a Associação recebeu foram 25 mil Euros por parte da Câmara Municipal destinados à aquisição do terreno. Ainda se fez a terraplanagem e a forragem dos poços com anéis. A Associação não tem , só por si, capacidade para levar a obra para a frente. A Câmara ainda deve 25 mil Euros à Associação, porque o subsídio aprovado tinha sido de 50 mil Euros. A segunda tranche seria atribuída de acordo com o andamento da obra. Como nem sequer iniciou, a Câmara não deu os 25 mil Euros. Eu sei que o município está disposto a dar o dinheiro. Mas isto também é um pau de dois bicos, porque se já pensavam que com os 25 mil Euros tinham que ter o complexo construído, também vão pensar que com a segunda tranche há condições para se fazer campo, e isso não é verdade.

CBS – Acredita que ainda venha a ser realidade?
AC –
Muito sinceramente, acho que o projeto deve ser reavaliado. O projeto era um autêntico estádio e não se justifica para os tempos em que estamos. Mas acho que se devia fazer um campo de jogo com as medidas adequadas, balneários e luz. Meruge sempre teve uma equipa na distrital. Foi impedida de continuar, porque não tinha campo com medidas. Penso que se tivéssemos um campo como deve ser, neste momento Meruge tinha uma equipa de futebol em competição. Vamos tentar com a ajuda do povo e da Câmara dotar a freguesia com um adequado campo de jogo.

CBS – Mas foi um processo ainda complicado, tendo até motivado investigação da Polícia Judiciária…
AC –
A investigação foi motivada, não pelo complexo, mas antes pelo polidesportivo localizado no centro de Meruge. Foram feitas umas obras para o parque de estacionamento junto ao polidesportivo e taparam-se umas saídas de água no muro do vizinho. Ele incomodado com isso, em vez de fazer queixa em tribunal, foi fazer denúncia de que a Associação dos Amigos de Meruge estaria a fazer a obra do complexo desportivo sem licença e sem projeto, alegando até promiscuidade no uso dos dinheiros públicos por parte da Junta de Freguesia e da própria Associação. Foi um ato de má fé. Numa primeira fase de declarações prestadas, o processo foi encerrado. No entanto foi conseguido recurso e o processo voltou a andar, esperamos agora pela decisão final. Mas não tenho nada a temer. Está tudo em dia. A PJ pediu documentos à Câmara e à Associação dos Amigos de Meruge e está tudo comprovado. Inclusivamente, a Associação tinha comprovativos que na Câmara Municipal até já nem existiam, talvez devido à mudança de instalações aquando da requalificação do edifício dos Paços do Concelho. Isto não vai dar em nada, porque ninguém se serviu de nada. Os dinheiros recebidos foram todos empregues e até mais que isso, porque o que foi feito até agora foi com muito trabalho voluntário.

Apoio à população “é mais importante do que algumas obras que se possam fazer”

CBS – Que serviços a freguesia está em condições de prestar à população?
A
C – Neste momento, Meruge mantém a sua Escola do 1º Ciclo de Ensino Básico (21 alunos) e Jardim de Infância (13 crianças). É uma das situações por que me tenho batido muito, porque uma aldeia sem crianças, é uma aldeia morta. E não só por isso. Porque também tenho consciência de que no dia em que a escola sair, a ASDSCV vai sentir grandes dificuldades, porque neste momento tem pessoal contratado para almoços e ATL. Depois não vai precisar de tanto pessoal.

CBS – A Escola corre risco de encerramento?
AC
– Há dois anos falou-se nisso, mas hoje a situação parece-me estável. As crianças da freguesia ao saírem daqui vão perder qualidade e, ao mesmo tempo, também os pais deixam de ter respostas ajustadas às suas necessidades em matéria de horários. Neste momento, os pais que vão trabalhar às sete da manhã têm a quem deixar os seus filhos. Eles podem ir descansados para o trabalho. Se foram para outros lados, as próprias famílias vão perder. Também em termos de ensino, se eu visse que as crianças estavam a ser prejudicadas e não tinham os mesmos recursos, eu era o primeiro a deixar isso de barato. A escola tem condições ótimas e tudo o que podemos fazer para melhorar as condições de ensino das crianças, nós fazemos. Temos um professor de ginástica para dar a escolinha de futebol, levamos todas as semanas as crianças à piscina e sem custo acrescido para os pais. Deixamos de fazer obra, porque achamos que isto é muito mais importante do que algumas obras que se possam fazer.

CBS – O posto médico acabou por encerrar…
AC –
Sim. No anterior mandato dirigimo-nos à Administração Regional de Saúde e conseguimos um acordo. Lá disseram que o médico não poderia vir a Meruge porque houve atualização do sistema informático e que não era possível dar consultas na freguesia. Mas conseguimos que as pessoas fizessem inscrição aqui na Junta de Freguesia, para que depois as pudéssemos transportar, meio dia por semana, a Lagares da Beira (utentes da Dr.ª Aldina) e para Oliveira do Hospital (utentes do Dr. Vaz Correia). Infelizmente, o Dr. Vaz Correia faleceu e não conseguimos arranjar substituto. Nós asseguramos o transporte. A ARS comprometeu-se a dar financiamento para ajuda do transporte, mas até este momento não recebemos um cêntimo. Temos também os cuidados de um enfermeiro pago pela Associação para cuidados de enfermagem, receitas e colheitas para análise.

CBS – Como é que a freguesia tem resistido à crise que assola o país? O desemprego tem feito baixas por aqui?
AC
– Felizmente não temos tido muito desemprego. Para além da ADSCVC, temos também a Queijaria Lagos que emprega muita gente. Felizmente que a crise que assolou os têxteis está estabilizada, porque esse era o nosso maior medo, porque a maior parte das população da freguesia de Meruge trabalha nos têxteis. Houve um caso ou outro de pessoas com salários em atraso e que nos chegaram a pedir ajuda a que nós prontamente acedemos. Felizmente, não temos assim grandes casos de pobreza e os que existem temos dado respostas. Há também pequeno comércio e o caso de pessoas que mantém o negócio de venda de carnes e de vestuário nas feiras. A freguesia sempre foi muito virada para o negócio. Também temos alguns construtores civis com empresas estáveis, porque não se dedicam às grandes obras, mas a pequenos biscastes e vão-se aguentando muito bem e mantendo os postos de trabalho.

CBS – A freguesia tem sabido preservar e renovar as suas gentes?
AC
– Nestes últimos anos não temos perdido muita gente. Mas é com alguma tristeza que tentamos criar condições para a fixação das pessoas, e assistimos à saída de casais novos que foram seduzidos pelas facilidades dadas pelos bancos para a compra de apartamentos na cidade. Muitos se calhar gostariam de ficar aqui mas tornava-se difícil, porque ao longo dos anos também nunca conseguimos resolver o problema da venda de terrenos a custos controlados para construção de habitação própria. Ultimamente, temo-nos preocupado em criar acessibilidades, que designamos por variantes, e que mais não são do que estradões, que abrimos em lugares estratégicos, para permitir a construção em terrenos próprios. Os terrenos no aglomerado urbano da localidade são caros e não os há. Estamos a abrir portas à freguesia e a aumentar a área urbana.

CBS – Tem sido uma voz firme contra a lei da reforma administrativa. Há algum risco de a freguesia de Meruge vir a ser extinta?
AC
– Nunca foi falado. Mas em risco estão todas. Basta que a Assembleia Municipal faça o trabalho que eles querem…qualquer uma pode estar em risco. Por acaso nunca se falou em Meruge. Sou completamente contra a reforma, porque acho que não vai resolver em nada a crise do país. Pelo contrário, vai criar mais despesa e não vai resolver os problemas das pessoas, porque quanto maior for a proximidade, mais fácil é a resolução dos problemas. Penso que é uma lei muito má e defendo a não pronúncia por parte da Assembleia Municipal. Se a maior parte do país fizer isso, a lei não vai para frente e terão que reformular a lei, ou até parar com isso.

CBS – Como é que comenta a atitude do seu colega de Vila Franca da Beira, quando ouviu um deputado municipal a defender a extinção daquela freguesia?
AC
– Costuma-se dizer que quem não se sente não é filho de boa gente. Se desde a primeira hora, foi uma das pessoas que mais lutou contra a extinção das freguesias e depois ouve o deputado dizer aquilo… Na minha opinião, penso que ele se precipitou. Ele deveria manter-se calado e depois pedir a palavra para reagir. São coisas que surgem no calor da discussão. Exaltou-se.

“Foi com a CDU que se tentou dar novo impulso à freguesia”

CBS – No início desta entrevista falou da boa relação existente entre a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal. Como avalia a atenção dada pelo executivo municipal à freguesia que, em mandatos anteriores, primou pelas boas relações com a anterior equipa municipal?
AC –
Nos mandatos anteriores criou-se o mito de que vinha tudo para Meruge e que até havia favorecimento para a nossa freguesia. Não aconteceu nada disso. Meruge, em relação às outras freguesias, estava muito atrasada. Foi com a CDU que se tentou dar novo impulso à freguesia. É verdade que se fizeram aí algumas obras, mas por mérito da freguesia e das pessoas que estavam cá. Que deixaram cá todo o dinheiro a que tinham direito no exercício de funções autárquicas. Graças a isso é que se fizeram algumas obras. Foi assim durante 12 anos. O João Abreu era uma pessoa muito dinâmica e aproveitou tudo o que eram candidaturas. Na altura havia dinheiro e ele soube aproveitar as candidaturas. Hoje há candidaturas, ma não há dinheiro e a maior parte delas fica na gaveta. Depois também se fizeram aí duas obras em matéria de acessibilidades, que foram as ligações a Oliveira do Hospital e a Lagares da Beira. As estradas que existiam eram uma miséria. Mas as estradas não serviram apenas Meruge, mas toda a população que as usa. Havia por aí alguns interesses de criar esses mitos de que vinha tudo para Meruge, talvez para desestabilizar e criar a confusão. Isso foi ultrapassado. Nós temos boa relação com todas as instituições. A qualquer lado que vamos somos respeitados, porque nós também respeitamos as pessoas. Tudo o que reivindicamos é para servir a população. Temos boas relações institucionais com a Câmara Municipal e não noto nenhuma diferença de tratamento.

CBS – Vai-se recandidatar à Junta de Freguesia de Meruge?
AC
– Neste momento, ainda não pensei nisso. É evidente que nem tudo está feito. Ainda falta fazer muita coisa na freguesia. À entrada da freguesia, temos ali um mau cartão de visitas, porque tanto o moinho, como o lagar estão abandonados e nem sabemos quem são os donos. Se aquilo cair nas mãos da Junta, iremos reconstruir e colocar o espaço ao serviço da população. Também gostava de ajudar mais as associações, a Associação dos Amigos de Meruge e a Associação Nª Srª do Rosário. Se eu quiser trazer uma peça de teatro à freguesia não tenho condições nem numa , nem noutra, porque não têm casas de banho nos palcos, nem camarins. Neste momento, também foi revisto acordo com os CTT para metade, as transferências para a Junta também reduziram e os dinheiros cada vez são menos. Vamos ver o que podemos fazer para dar respostas à população.

CBS – Mas também não descarta a possibilidade de recandidatura…
AC
– Nem digo sim, nem digo não. Até porque eu sou um independente eleito numa lista da CDU. Se o partido entender que tem outro candidato mais bem posicionado para apresentar, não serei eu. Ainda falta algum tempo e ainda não falámos sequer sobre esse assunto.

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