“Cristina Oliveira entra em Oliveira do Hospital pelas piores razões políticas”

… “dá entrada em Oliveira do Hospital assumindo sérias responsabilidades”.

Depois de uma semana marcada por “dois ataques duríssimos” ao concelho – mega agrupamento e extinção de cinco freguesias –  o PS de Oliveira do Hospital reiterou ontem a sua oposição à criação de um único mega agrupamento de escolas e consequente extinção de quatro agrupamentos escolares, e responsabilizou a ex diretora regional de Educação do Centro pela “traição” de que está a ser vítima o município.

“Esta decisão tem autores e cúmplices que não podem fugir às responsabilidades”, afirmou ontem o presidente da Comissão Política Concelhia do PS de Oliveira do Hospital, notando estar em causa uma “imposição do PSD-CDS e uma opção assumida por Cristina Oliveira”.

José Francisco Rolo deu assim conta da “indignação” do partido perante “este ataque à escola pública quando se estudava a alternativa no âmbito do Projeto Educativo Local”e manifestou a total “solidariedade” do partido que dirige a nível local, para com o executivo e o presidente da autarquia “pela forma como conduziu este processo para impedir este erro crasso. “A Câmara tudo fez para evitar a degradação do ensino público e para que se preservassem postos de trabalho”, refere o dirigente socialista que criticando uma “medida meramente economicista”, também revelou total solidariedade para com toda a comunidade educativa concelhia.

Em causa está uma realidade que, refere, José Francisco Rolo, decorre da “falta de lealdade institucional e de coerência na relação com a Câmara Municipal” demonstradas pela então Diretora Regional de Educação que “com esta atitude vem apenas revelar defeitos políticos”.

“Porque é que do pé para a mão, Oliveira do Hospital passa para um processo de mega-agrupamento?”, chega a questionar José Francisco Rolo, repudiando a atitude de Cristina Oliveira de “rasgar o Projeto Educativo Local” cuja elaboração a própria “tinha validado” e, de “impor a criação de um só mega agrupamento”. Uma imposição que, entende o socialista, faz recair “sérias responsabilidades” sobre aquela que já é a candidata assumida à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital sob a bandeira do PSD.

“Entra em Oliveira do Hospital pelas piores razões políticas”, verifica o socialista, lembrando aos oliveirenses que Cristina Oliveira chega ao concelho com “o peso e a responsabilidade de, por uma só vez, extinguir quatro agrupamentos com a cumplicidade dos dirigentes do PSD local que também defenderam a criação de um único agrupamento em Oliveira do Hospital”.

“O PS vai estar atento a quem vai ser premiado ou castigado…”

Para além de repudiar a “imposição” que recaiu sobre a comunidade educativa concelhia, Rolo questiona também a repentina troca de metodologia, já que concelhos como Coimbra e Figueira da Foz acabaram por ser poupados quando “tinham agregações mais adiantadas e não tinham Projeto Educativo Local em curso”. “Que pózinhos milagrosos e que influências impediram essas agregações?”, questiona o dirigente socialista que, do mesmo modo, se confessa expectante para saber quem vai ser nomeado para presidir à comissão provisória do futuro mega agrupamento concelhio.

“O PS vai estar atento a quem vai ser premiado ou castigado para este lugar”, avisa José Francisco Rolo que, sem deixar de aludir ao processo de investigação de que está a ser alvo a ex diretora da DREC devido a alegados favorecimentos políticos, chega a desconfiar de que “também aqui reside um negócio político”.

Ainda do lado dos socialistas, Carlos Maia repudiou a forma como Cristina Oliveira conduziu o processo. “Foi ela que efetivamente tomou esta decisão de forma unilateral e arbitrária”, referiu, notando que no âmbito do cargo que ocupava, a responsável deveria, “como manda o bom senso”, levar o processo até ao fim, tentando obter o “máximo de consenso” entre as partes.

“Não se entende porque é que chegada a uma hora destas e depois da reunião na Câmara Municipal, de um momento para o outro resolve e toma esta decisão sem comunicar ao município”, insiste Carlos Maia, adivinhando que tal terá decorrido da “pressa de resolver esta situação porque a DREC se iria extinguir. “Havia pressa em resolver isto de uma penada e de forma inusitada”, constatou. .

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