EB1 Lajeosa: Cristina Oliveira garante que “houve bom senso e ponderação”

A delegada regional dos estabelecimentos escolares disse hoje ao correiodabeiraserra.com que a decisão de encerramento da EB1 da Lajeosa “foi uma forma atenuada de proceder à reorganização da rede escolar no concelho”. “Se fosse a régua e esquadro não seria só a EB1 da Lajeosa a encerrar”, informou.

“Houve ponderação e bom senso da minha parte”. É desta forma que Cristina Oliveira, delegada regional dos estabelecimentos escolares reage à contestação em torno do anúncio de encerramento da EB1 da Lajeosa, no concelho de Oliveira do Hospital. Em declarações ao correiodabeiraserra.com, Cristina Oliveira assegurou que a decisão tomada pelo Ministério da Educação e Ciência teve por base “critérios pré definidos e não foi feita ao acaso”, mas que no caso de Oliveira do Hospital acaba por ser “uma forma atenuada de proceder à reorganização da rede”. “Se fosse com régua e esquadro não seria só a a EB1 da Lajeosa a encerrar”, referiu a responsável regional pelos estabelecimentos escolares, aludindo em particular à EB1 de Vila Franca da Beira que foi poupada nesta reorganização da rede escolar, mas que por falta de alunos não terá condições para se manter aberta em próximos anos. “É deixá-la naturalmente fazer esse processo de encerramento”, fez notar.

Cristina Oliveira lembra que a reorganização afetou escolas de todo o país com o objetivo de “diminuir turmas únicas com os quatro anos de escolaridade”. “Oliveira do Hospital não poderia ser tratado de forma diferente”, frisa, informando que em outros municípios foram encerradas escolas com maior número de alunos por não oferecerem condições pedagógicas.

No entender da responsável a preocupação em torno da escola de acolhimento – a EB1 de Oliveira do Hospital – não tem razão de ser, já que os pais podem escolher outra escola que não aquela para colocar os seus filhos.

Certa de que “esta reorganização visa melhorar as condições dos alunos”, Cristina Oliveira condena as referências a “perseguição política” àquela localidade. “Não misturo as situações”, assegurou a responsável que garante não ter sido a responsável pela decisão de encerramento daquela escola – “a decisão final não foi minha”, frisou – tendo apenas emitido parecer ao MEC de que havia “oposição do município” ao encerramento daquela escola. “Deixámos sempre uma interrogação sobre esta escola”, frisou.

“Acho estranho este barulho todo. Fecha uma creche em Travanca e não vejo ninguém a insurgir-se contra isso”

Também vereadora da oposição na Câmara de Oliveira do Hospital, Cristina Oliveira lembra que tal como outros elementos do executivo é professora e que, por isso, sabe que “há critérios pedagógicos que se sobrepõem aos políticos”, pelo que enquanto política “jamais” irá contra o que defende enquanto docente. “Sou coerente”, informa, não poupando por isso críticas ao executivo municipal da parte do qual “nunca houve diálogo”.

Cristina Oliveira estranha por isso “este barulho todo” em torno do encerramento da EB1 da Lajeosa, contrariamente àquela que foi a postura municipal a propósito do fecho de uma creche em Travanca de Lagos, onde “há crianças mais pequenas e com maior dificuldade de transporte” . “Não vi ninguém insurgir-se contra isso”, afirmou a responsável, acusando os autarcas da União de Freguesias de Lagos da Beira e Lajeosa e da Câmara Municipal de estarem a “usar as crianças da Lajeosa para fazerem política baixa”. “Lamento esta atitude da Câmara que não é coerente. A mim não me vão ver a ter duas caras”, sustentou.

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  • Paguem o que devem

    Drª Cristina Oliveira;
    Também fecharam o KIKAS e ainda não pagaram o que devem.
    São uns artistas a reclamar, mas às responsabilidades, assobiam para o ar.

  • Beirão

    Depois de tudo o que nos tiraram esta é mais uma “prenda” do Governo PSD por nas últimas eleições legislativas o concelho de Oliveira do Hospital ter votado em força no PSD.
    Este ataque do PSD à Lajeosa e ao concelho de Oliveira do Hospital, tem a assinatura da Cristina Oliveira – a destruidora da educação no concelho.
    Vâo ter a resposta à altura, espera para veres…