Críticas à Câmara Municipal e aos jornalistas surgiram em ‘catadupa’

 

… “socialista/comunista” e aos “jornais do regime”.

Em dia de anúncio formal da candidatura de Cristina Oliveira à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, os holofotes da Comissão Política de Secção do PSD oliveirense centraram-se sobretudo na equipa que, desde novembro de 2009, gere os destinos do concelho.

Um executivo “socialista/comunista”, liderado por um “presidente que já desistiu há muito de lutar pelos desígnios do seu concelho” e se “entrega completamente a uma causa partidária e esquece-se da responsabilidade inerente ao cargo de ocupa”.

O líder do PSD oliveirense referia-se, naqueles termos, a José Carlos Alexandrino que acusa de “demagogia, irresponsabilidade e de clientelismo” que “não podem subsistir por mais tempo”. Em concreto, António Duarte criticou a atuação de um executivo que “fecha os olhos à descrença que existe no concelho”, que “procura camuflar o desespero dos jovens, a desmotivação dos menos jovens, a emigração, a aposta de empresários em concelhos vizinhos…” às custas da “realização dos mais diversos eventos, festas e gastos supérfluos”.

“Urge pôr fim a este ciclo despesista”, entende o líder do PSD concelhio que entre as várias críticas que dirige à atuação do executivo e à forma como decorrem as Assembleias Municipais – “altamente politizadas e mal conduzidas” que têm levado à “participação cada vez menor de deputados municipais”, frisou – tem ainda a desapreciar o caminho seguido pelo presidente da Câmara numa altura em que prevê “uma inevitável derrota”. “Aliciamento e compra” de autarcas são algumas acusações que António Duarte dirige ao atual presidente de Câmara e candidato pelo PS àquele órgão autárquico. “Oferta de empregos para familiares, contrapartidas económicas, obras avulso com o dinheiro de todos nós…tudo serve para que os mais fracos se vendam e mudem de camisola”, sustenta António Duarte que chega mesmo a falar em “chantagem, aliciamento e perseguição”.

“Uma vergonha”, entende o presidente dos social democratas que até se questiona sobre o que é mais repugnante: “se quem se vende e renega o passado, se quem compra e explora as fraquezas alheias”. Constatações que levam a equipa de Duarte a questionar sobre a posição que em setembro vai ser seguida por militantes e oliveirenses. “A CPS do PSD está convicta de que a resposta adequada a estes seres menores acontecerá em setembro próximo”, antecipa António Duarte, na certeza de que “a população oliveirense saberá penalizar “estes vendilhões sem escrúpulos”.

É que – como lembra o PSD- em causa está também o incumprimento de promessas, de “um mandato caracterizado pelo deixa andar, pelo mais do mesmo, pelo facilitismo irresponsável” e de um presidente que “acordou agora para as acessibilidades” e cuja “demagogia e populismo” fez com que Oliveira do Hospital perdesse cinco freguesias, ao invés de três” e fosse confrotado com a criação de um mega agrupamento.

PSD declara guerra aberta a “jornais e jornalistas do regime”

Numa conferência de imprensa que, tendo em conta o prometido, surge com um atraso de perto de quatro meses, o presidente do PSD oliveirense não poupou os jornalistas que acusou de “engendrar manobras na tentativa frustrada da imposição de barreiras à estrutura interna do partido”.

“Aqui temos nós a candidata do PSD à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital”, disse António Duarte, satisfeito por a estrutura que lidera conseguir cumprir o objetivo de apresentar a cabeça de lista à Câmara Municipal, pese embora “o mau jornalismo existente em alguns órgãos de comunicação social local que tudo têm feito para criar dificuldades ao PSD de Oliveira do Hospital”.

Em concreto, o líder concelhio acusa “determinados profissionais da Comunicação Social” de vilipendiarem, menorizarem e ostracizarem a candidata. Profissionais que – entende Duarte – “sobrevivem às custas de subsídios, publicidade ou avenças oferecidas pelo presidente da Câmara e pagos com o dinheiro de todos nós”.

Recuperando uma postura que o caracterizou por ocasião do anúncio da sua candidatura à estrutura concelhia partidária, António Duarte perpetrou ontem um ataque cerrado a “algum do jornalismo vigente” que “através de uma atitude eticamente condenável, tudo tem feito para levar a colo o atual executivo socialista e o presidente da Câmara”. “Jornais e jornalistas do regime”, classifica António Duarte.

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