Cultura: OHS.21 com extensão do Cine´Eco em Oliveira do Hospital

As sessões terão lugar no Auditório da Caixa de Crédito de Oliveira do Hospital, a partir das 16:00, e começam com a exibição do Grande Prémio Cine Eco 2008.

Trata-se do filme “Em Construção” (Under Constrution) de Zhenchen Liu, com 10 minutos. Da Grécia, vem a película “Cemitérios Digitais (Digital Cimiteries) de Yorgos Avgeropoulos, que conquistou o “Prémio Resíduos congressos ou outras acções de formação acreditadas das suas áreas disciplinares.

O processo de avaliação dos professores seria depois completado nas escolas pelos conselhos pedagógicos e os presidentes dos conselhos executivos (futuros directores) que, através de uma prática colegial, avaliariam os professores nas seguintes vertentes: assiduidade, participação nas estruturas e projectos dinamizados pelas escolas e frequência de acções de formação no âmbito das suas áreas disciplinares. A possibilidade dos estudantes contribuírem, através de mecanismos a definir, para complementar a avaliação dos professores não deveria, à partida, ser enjeitada. Por sua vez, as assembleias de escolas (futuros conselhos de escolas) fariam a monitorização do processo avaliativo interno, garantindo a priori a sua isenção e objectividade.

Claro que o modelo aqui sugerido necessita de ser analisado e alterado, burilado e aperfeiçoado, num fórum participado por todos os agentes do processo educativo, inclusive pelas instituições do ensino superior que protagonizariam um papel activo neste processo e têm mantido um estranho silêncio em todo este imbróglio. É desta forma que se resolvem os problemas e se superam as crises em democracia.

A exequibilidade deste sistema teria forçosamente de depender ainda da desburocratização das tarefas docentes, da elaboração de horários de trabalho mais racionais, da criação de turmas com um número mais limitado de alunos e, portanto, de uma distribuição de serviço mais equitativa entre os professores, práticas essas que teriam como primado critérios didáctico-científicos bem legislados sobre rotinas arbitrárias de mera natureza administrativa.

Tenho a convicção que tal sistema proporcionaria mais equidade, contribuiria, de facto, para um maior aprofundamento das competências científicas e pedagógicas dos professores e, consequentemente, garantiria aos alunos uma melhor escola pública.

Uma reflexão final para contraditar em absoluto os perversos argumentos evocados até à exaustão pelos defensores residuais do actual modelo de avaliação, o qual levou as escolas a naufragarem no caos: os professores sempre foram avaliados e querem uma avaliação mais exigente; contudo, pior do que manter a antiga avaliação, que afinal nunca foi implementada com o rigor previsto na lei, é persistir, por ignorância cega ou por razões de exclusivo calculismo político-partidário, no pecado original de defender uma grosseira, moribunda e insustentável avaliação de professores.

Luís Filipe Torgal
Professor de História

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