DA EDUCAÇÃO MOTORA, À EXPRESSÃO FÍSICO-MOTORA ATÉ À EDUCAÇÃO FÍSICA. Autor: Luís Marques

A atividade física está na moda.

Caminhamos no bom caminho, em busca de mais e melhor vida. Milhares de pessoas exercitam-se cada vez mais e nesta linha, mais pessoas aderem ao fenómeno do exercício físico.

Claro que esta onda tem efeitos secundários e as crianças começam a perceber que correr e ir ao ginásio faz parte da rotina dos seus pais. A preocupação dos pais em manter a fidelidade ao exercício físico promove nas crianças, novos e saudáveis hábitos.

E as crianças podem exercitar-se? A partir de que idade?

No contexto da educação física existe a primeira fase de um caminho de conquistas, conhecimentos e desafios, a educação motora, lecionada nos jardins-de-infância, desde os tenros 2/3 anos até à entrada no 1º ano do ensino básico, 5/6anos. Não sendo, ainda, uma atividade obrigatória e de lecionação obrigatória por um professor de educação física, esta disciplina apresenta-se como uma séria, e simples, candidata à resolução do problema das crianças sedentárias e dependentes de tecnologias portáteis para o seu entretêm. Jogos lúdicos, Deslocamentos e Equilíbrios e a Perícia e Manipulação, compõem o currículo da educação motora nesta primeira etapa escolar da criança. O simples torna-se desafiante, a regra cria a conduta, e o lúdico envolve toda a atividade. Sendo uma disciplina de enorme importância e que consta nas metas de aprendizagem do ensino pré-escolar, esta atividade é possível porque os pais suportam os custos dos professores, ou porque as juntas de freguesia e/ou municípios a asseguram. Caso contrário fica a cargo da Educadora de Infância, desprovida de competências específicas para o sucesso do programa.

A segunda fase, durante os 4 anos do 1º ciclo do ensino básico, é a expressão e educação físico-motora. Neste contexto o panorama que se pretendia mais exigente, mas abrangente e mais específico, perde todo o enquadramento, pois tem a si dedicada uma hora por semana, hora essa lecionada pela professora titular de turma, desprovida de competências específicas para o sucesso do programa. Existem as AEC’s (áreas de enriquecimento curricular) que se limitam a juntar os alunos que pretendem frequentar estas aulas, em horário pós letivo, aulas estas em espaços inapropriados e desprovidos de material para o sucesso do programa.

A terceira fase, e mais sólida, é a educação física, a disciplina que todos os alunos gostam!

A partir dos 9/10 anos a criança é convidada a potenciar todas as suas capacidades motoras, analiticamente, através de exercícios específicos e seus protocolos de avaliação, e globalmente nas diferentes disciplinas que compõem a educação física: desportos coletivos (jpd, voleibol, basquetebol, futebol, andebol, corfebol, rugby, etc..), desportos individuais (ténis, badminton, atletismo, etc…), atividades rítmicas e expressivas (dança e acrobática), percursos na natureza (btt, caminhada), natação, luta e patinagem.

É um processo harmonioso, uma viagem alucinante de experiências e desafios constantes, mas que precisa de ser afinado.

As crianças, principalmente as que não passaram pela 1ª fase (educação motora), 2ª fase (expressão e educação físico-motora), ou pelas 1ª e 2ª fases, chegam à 3ª fase (educação física), ao 5ºano despidas de vivências motoras que as impossibilitam de desfrutar da atividade física e de conhecer melhor o seu próprio corpo. Será um processo muito mais lento e com falhas cosntantes.

Todas as fases são importantes, mas percebe-se que o sucesso da educação física depende do sucesso da educação motora e da expressão e educação físico-motora.

É a minha opinião.

Autor: Luís Marques

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