“…fico com arrepios só de imaginar que da distrital (de Coimbra), com o beneplácito de Lisboa, sopre leve brisa…

Oliveira do Hospital, com a importância que deu aos actos, assistiu serena e cordata às eleições para os órgãos máximos dos partidos que alternam o poder no concelho.

Da “guerrilha” à vitória “sensaborona”

Oliveirense que se preze fica atento à vida pública do PSD e PS, com assento na Assembleia Municipal, opina, e quando é caso disso, na militância das suas cores, participa.

Sabe-se da calmaria instalada no Partido Socialista, daí que a vitória do líder, candidato solitário, não justifique hossanas mas o reconhecimento dos que apreciam a “coragem” de quem procura dar continuidade ao projecto socialista do concelho.

Os ventos que empurram Francisco Rolo para a causa pública podem soprar de vários quadrantes na direcção de uma candidatura municipal, coisa que só o próprio definirá a seu tempo, a contento de quem gostaria de o ver sentado na cadeira do poder, mas tenho para mim que Rolo, por ora, é bem capaz de não se deixar levar por palavras mansas ou outras mais acaloradas.

É, penso, mais importante a solidificação das ideias e a união do povo socialista do que a candidatura próxima / futura desta figura incontornável do PS local – o tempo certo chegará, se estiver nos seus horizontes a demanda política a esse nível.

Rolo, creio, não quer o poder pelo poder, a todo o custo, e não vislumbro amanhã, no seio do PS, “guerrilha” intestina semelhante à do PSD local, mas… Foi, pois, uma vitória “sensaborona de José Francisco Rolo mas nem por isso menos importante.

Importante – demasiado importante! – dada a conjuntura política local, a vitória de José Carlos Mendes no PSD de Oliveira do Hospital. Creio que houve análise suficiente sobre tão relevante matéria – está tudo dito, nada consta sobre actos ou palavras a despropósito, daí que se saúde o altruísmo de quem se disponibilizou para defender ideais e ideias numa (quase) “luta fratricida” pela alternância democrática na chefia do Partido…

Mendes assume-se como candidato “oficial” às próximas eleições autárquicas mas, face aos últimos desenvolvimentos no PSD nacional, fico com arrepios só de imaginar que da distrital (de Coimbra), com o beneplácito de Lisboa, sopre leve brisa capaz de fazer voar as cartas do baralho do “jogo da sueca”, entre duas sessões de “cantigas ao desafio”.

Os exemplos de Oeiras e Gondomar mostram como exercer o poder é uma “enorme maçada”…

 

Carlos Alberto (Vilaça)

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