Delegada de Saúde alerta para os malefícios dos almoços fora da escola

Garantindo que no concelho de Oliveira do Hospital a “situação não está mal em geral”, a Delegada de Saúde Pública alertou hoje para a necessidade de “hábitos saudáveis” no que respeita à alimentação da população infantil e jovem.

Quando se assinala o Dia Mundial da Alimentação, a também coordenadora da Saúde Escolar chama a atenção para importância de a população escolar não abdicar da refeição servida nas cantinas, onde são tidos em conta os bons hábitos alimentares.

De todas as faixas etárias, aquela que mais preocupa Sarmento é a que engloba os adolescentes, pelo facto de estarem mais receptivos “às modas de comerem fora da escola e de preferirem alimentos muito calóricos”. Neste aspecto, a coordenadora de Saúde Escolar concelhia não deixa de responsabilizar os encarregados de educação por autorizarem a saída dos filhos do recinto escolar.

 Numa relação estreita com os directores dos agrupamentos de escolas do concelho, Guiomar Sarmento faz um balanço positivo do trabalho realizado em áreas como a sexologia, ambiente e comportamentos aditivos e, elogia toda a dedicação que tem sido dirigida ao tema da alimentação.

A responsável sublinha, por exemplo, o facto de na sede do Agrupamento de Escolas Brás Garcia de Mascarenhas, o bar estar fechado no período de almoço, para impedir que os alunos substituam a refeição por sandes ou bolos.

Quando tem em curso – em parceria com as escolas – a realização de um projecto para avaliar o índice de massa corporal dos alunos entre os 6 e os 10 anos de idade, Guiomar Sarmento regozija-se pelo facto de o concelho manter hábitos rurais e de, a maioria da população não abdicar de comer sopa e de incluir os vegetais e as frutas na sua alimentação.

No entanto, lamenta que a própria vida moderna interfira no dia-a-dia das famílias, obrigando a que as refeições pré-preparadas entrem nas habitações “mesmo sem se querer”.

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