Delírios em uma noite quente. Autor: Verãoneante

Cai a noite,

já o Sol caiu.

Grande,

vermelho-fogo

Caiu no mar,

Grande, cinzento-a-brilhar.

Eu tou só,

um grão de pó…

Batido pelo vento

Lá ou ali

Como quiseres

Entre a espuma e as pedras

Em nenhures, para ti.

Vem vento-quente

Amante das dunas

Louco incessante

Vem, refrescar-me

Beija-me o rosto

Afaga-me o peito

Vem tu também…

mar pederasta

Frouxo de ondas

Beija-me as coxas

Lambe-me o sexo.

E eu,

Para aqui, fico,

Sem nexo.

A queimar

Em fogo muito lento!

Ai, como bom seria

Tu caíres,

sobre mim.

Como chuvinha

…de Verão.

…e eu bebia-te…

…todinha…

…gota a gota…

E até este mar veria…

e se encrespava…

Macho em alegria!

 

Autor: Verãoneante

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  • oculum

    oculum

    Focalizem…
    Esta coisada, mais do que um «delírio» parece uma insónia…Não, não soa a bebedeira. De toda a forma, o «elemento» ( o Verãoneante) que espere até às cinco da manhã e se deite ao mar que ele evoca (pederasta ou macho que este esteja) e passe sem mácula homofóbica esta nossa linguagem… Focalizem… Com o choque térmico, talvez lhe passe esta espécie de «ressaca» («ressequiae») estival ou então «val manu percussi …» (esta não vou traduzir…).

    Oculum