Depois da polémica, “Águas do Zêzere e Côa” manda parar as obras na ETAR de Alvôco das Várzeas

O objectivo é ponderar sobre as questões relacionadas com a polémica localização daquela infra-estrutura – a escassos metros do rio Alvoco, e numa zona de grande beleza paisagística -, com vista a que o processo seja reavaliado.

Esta decisão surgiu após uma reunião que o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital realizou ontem com a administração da AdZC e o presidente da junta de freguesia de Alvôco das Várzeas, com o intuito de reflectir sobre toda a polémica que se tem vindo a abater em torno da construção daquela estação de tratamento de águas residuais.

Esta tomada de posição não significa, contudo, que a ETAR possa vir a ser deslocalizada para um outro local daquela freguesia, pois conforme referiu a este diário digital uma fonte ligada ao processo, a paragem das obras não implica a transferência daquele equipamento para um outro local.

Em declarações à agência Lusa, um administrador da AdZC já veio afirmar que “neste momento já não é possível alterar o local de construção”. Miguel Ferreira argumenta que “já foram investidos cem mil euros” naquela obra, e sustenta que as verbas atribuídas pela União Europeia para a sua construção têm que ser utilizadas até Fevereiro de 2011.

No entanto, quer o presidente da câmara quer a AdZC, que na segunda-feira participaram numa reunião com a população de Alvôco das Várzeas e o movimento de cidadãos que vem exigindo a transferência da ETAR para outra zona, já se mostraram disponíveis para “encontrar soluções alternativas”.

Uma dessas soluções, passa pela minimização do impacto ambiental e paisagístico provocado por aquela infra-estrutura.

José Carlos Alexandrino, que imputou a responsabilidade da localização daquela ETAR ao anterior executivo camarário, também sossegou os contestatários da obra, ao anunciar que vai pedir colaboração à ministra do Ambiente, Dulce Álvaro Pássaro, por ocasião de uma visita que aquela governante vai fazer a Oliveira do Hospital no próximo mês.

Vereador do PSD aconselha executivo a não “cavalgar a onda de uns incendiários”

Na reunião do executivo camarário, terça-feira, esta questão esteve também em discussão, e um dos principais responsáveis pela localização da ETAR nas várzeas de Alvôco – o ex-presidente da Câmara, Mário Alves – resumiu o problema de forma telegráfica. “As gentes de Alvôco andaram a clamar a ETAR, porque tinham lá uma porcaria, agora existe forma de resolver o problema e criticam. Não cavalguem a onda de uns incendiários”, aconselhou Alves, citado pelo diário As Beiras.

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