Deputada do Bloco de Esquerda debateu educação sexual em Lagares da Beira e foi alertada para a falta de acessibilidades

Apesar de a “Educação Sexual” ser o tema inerente ao debate para o qual a deputada do Bloco de Esquerda, eleita pelo círculo eleitoral do Porto, foi convidada, o tema das acessibilidades acabou por marcar o início do encontro com jovens alunos e docentes do Agrupamento de Escolas de Lagares da Beira.

Assim foi, porque Catarina Martins chegou com uma hora de atraso ao Agrupamento de Escolas de Lagares da Beira, pelo facto de se ter “perdido no caminho”.

O episódio acabou por ser valorizado pelo director do Agrupamento que alertou a deputada para o problema das acessibilidades que afecta o concelho de Oliveira do Hospital e a região.

“Chegou atrasada devido à nossa interioridade e à questão das acessibilidades”, começou por explicar Ernesto Gouveia, apelando à sensibilidade de Catarina Martins para que “possa intervir na Assembleia da República, no sentido de se resolver o problema”.

Alunos de Lagares da Beira reclamam por “Educação Sexual”

Realizado no âmbito da iniciativa Parlamento dos Jovens, o debate traduziu a vontade que os jovens alunos do Agrupamento de Escolas de Lagares da Beira têm para participar em aulas de “Educação Sexual”.

Este é, de resto, o tema que serve de base às três propostas que as deputadas escolares, Ana Herdade, Rafaela Ferrão e Patrícia Ribeiro, vão defender já no próximo dia 1 de Março na sessão distrital do Parlamento dos Jovens.

Tendo em conta o número cada vez mais frequente de gravidezes na adolescência e o perigo das doenças sexualmente transmissíveis, as três alunas vão defender a abstinência sexual entre os jovens, a criação de um gabinete em espaço escolar para os jovens tirarem as suas dúvidas, bem como uma coluna no jornal da escola destinada a expor as dúvidas dos jovens sobre a sexualidade.

As propostas agradaram a deputada Catarina Martins – também fez uma apresentação sobre o funcionamento da Assembleia da República –  que lamentou, porém, que em Portugal ainda não se tenham encontrado os melhores mecanismos para introduzir a Educação Sexual no horário lectivo das escolas.

Esta carência foi ainda comprovada pela professora de Ciências que disse que, com excepção do 9º ano, o programa para os alunos do 7º e 8º anos não contempla qualquer matéria alusiva à sexualidade.

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