Deputada do PCP na Assembleia da República está preocupada com futuro da ESTGOH

 

… com a falta de financiamento e cortes na ação social escolar.

A deputada do PCP na Assembleia da República, Rita Rato, realizou uma visita à Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital, onde reuniu com a direção da escola e Associação de Estudantes. Encontros que permitiram à deputada aferir da “preocupação” da direção da escola no que respeita à “falta de investimento por parte do governo no ensino superior politécnico”.

Em comunicado, Rita Rato alerta para o facto de a ESTGOH “correr sérios riscos de vir a encerrar, devido à falta de condições para abertura de mais cursos e melhoria das suas condições”, situação que, como sublinha, já foi “responsável pelo encerramento do curso de Engenharia Civil”.

A deputada regozija-se porém com a indicação que lhe foi prestada e que aponta para que, no próximo ano lectivo, sejam abertas vagas para todos os outros cursos, “num esforço de garantir as condições para que os estudantes possam continuar a estudar”.

Na visita que efetuou à ESTGOH, as preocupações que a deputada recolheu não se esgotam na área de financiamento às instituições de ensino politécnico. Junto da Associação de Estudantes, Rita Rato percebeu as fragilidades que afetam os cerca de 500 estudantes que frequentam a escola e que se vêem a braços com cortes na Acção Social Escolar, particularmente na atribuição das bolsas de estudo. Uma situação que, refere a deputada, “dificulta ainda mais a permanência de centenas de estudantes neste nível de Ensino”.

No contacto que estabeleceu com direção e alunos, Rita Rato transmitiu a solidariedade do PCP e da JCP para com as preocupações que lhe foram transmitidas, manifestando intenção de continuar a “dar expressão” ao tema da ESTGOH, nomeadamente à necessidade de novas instalações e de reforço de financiamento.

No âmbito de uma ação com a qual pretendeu tomar conhecimento da situação do ensino superior público no distrito de Coimbra, Rita Rato também visitou várias Repúblicas da Universidade de Coimbra. “Ficaram claras as preocupações dos estudantes residentes nas repúblicas para com a nova lei do arrendamento, aprovada na Assembleia da República com o voto contra do PCP”, sublinha a deputada que, num encontro com estudantes da residência da Alegria, também ficou a par das dificuldades decorrentes dos cortes na política de ação social escolar.

Realidades que levaram a deputada ao compromisso de “defesa do ensino superior, público, gratuito, democrático e de qualidade para todos”.

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