Imagem vazia padrãoO irreverente deputado comunista que, nos últimos tempos, foi conquistando a simpatia de muitos oliveirenses, vai pedir, este sábado, a suspensão do mandato na Assembleia Municipal e também a renuncia ao lugar de presidente da Assembleia de Freguesia da terra onde andou descalço nos tempos da sua meninice: Vila Franca da Beira. Lopes está “desencantado” com a “actividade política de um concelho onde – conforme o próprio refere – “não se respeitam os princípios básicos da democracia.

Deputado da CDU suspende mandato

O deputado municipal da CDU, que nas últimas eleições autárquicas de 2005 foi eleito com mais de 800 votos à Assembleia Municipal (AM) de Oliveira do Hospital, vai suspender o mandato – pelo período de um ano – precisamente na última sessão da AM de 2007, agendada para o próximo sábado, dia 22 de Dezembro, às 9h30.

Esta decisão do deputado comunista – já confirmada pelo próprio ao Correio da Beira Serra –, não é isolada, já que Lopes acaba por se desligar de todos os órgãos autárquicos, uma vez que também vai apresentar, no mesmo dia, um pedido de renúncia ao mandato de presidente da Assembleia de Freguesia de Vila Franca da Beira.

“Não escondo algum desencanto com a actividade política no concelho, onde não se respeitam os princípios básicos da democracia”, afirmou António Lopes ao CBS, sem deixar de sublinhar que considera “um bocado «sui-géneris» que o partido que detém o poder, seja um dos principais opositores ao poder autárquico e continue a não retirar a confiança política ao presidente da Câmara”.

Muito crítico relativamente a este facto político, o deputado da CDU diz não compreender também como é que “os detentores do poder, não respeitam a bandeira à sombra da qual foram eleitos e considera que o concelho “está numa situação em que um cavalheiro se segura ao lugar contra tudo e contra todos e ao arrepio das mais elementares regras da democracia”.

Frisando que, enquanto deputado municipal, não obtém “respostas há mais de um ano”, Lopes não só se interroga sobre o que é que está fazer na Assembleia, como também aponta o dedo à Mesa daquele órgão autárquico, que em sua opinião, “mais não faz do que dar o ámen ao executivo. Isto porque – conforme esclarece aquele eleito da CDU – “há decisões ali tomadas por unanimidade que nunca são levadas à prática”.

O que o irreverente e polémico deputado da CDU não confirma é se este afastamento da política local é definitivo ou apenas temporário, já que Lopes, apesar de argumentar que “esta Câmara não serve os interesses do concelho”, afiança: “tudo faremos para conseguir uma solução adequada ao desenvolvimento e ao progresso de Oliveira do Hospital”.

O Correio da Beira Serra sabe que para esta retirada de cena de António Lopes também terão contribuído algumas divergências surgidas na bancada da CDU, nomeadamente quando aquele deputado comunista propôs uma auditoria à CMOH e, para espanto seu, o autarca de Meruge, João Abreu, surgiu em defesa do presidente da Câmara, considerando na altura que Mário Alves não merecia “passar pelo vexame de uma auditoria”.

Henrique Barreto 

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