Deputados do PS alertam para “perversidade” da lei das freguesias

… a localização das sedes das “uniões de freguesias” e apelam ao voto contra os autores da lei da extinção de freguesias.

Num cenário de redução das atuais 21 freguesias para apenas 16, os deputados do PS na Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital estão, agora, preocupados com a revolta popular que, por certo, irá resultar da escolha da futura sede das cinco uniões de freguesias.

Uma decisão que, segundo o nº1 do artigo 5º da lei da extinção das freguesias, deve ser tomada pelos futuros eleitos e que corre o risco de não ser bem interpretada pelas populações. “É uma forma perversa de colocar populares contra populares”, avisou Carlos Maia a propósito da aplicação de uma lei que “é efetivamente má”.

“Convido as pessoas do PSD a denunciarem isto e a dizerem cara na cara ao governo que isto, que estão a fazer aos portugueses, é perverso e mau de mais para ser verdade”, continuou o presidente da Junta de Freguesia de Ervedal da Beira depois de ter votado favoravelmente uma moção apresentada pelo autarca de Vila Franca da Beira, João Dinis, que entre outros aspetos desafiava a Câmara Municipal a “usar todos os meios para dar combate jurídico ao processo de extinção de freguesias”.

Também a propósito da moção aprovada, com cinco votos contra e oito abstenções, o socialista Rodrigues Gonçalves partilhou da preocupação de Carlos Maia, apelando ao voto contra os autores da lei da extinção de freguesias. “É uma atitude maquiavélica. Como se fosse possível S. Paio de Gramaços reivindicar a sede de Oliveira do Hospital”, referiu o deputado que chegou a desafiar as populações a colocarem um placard a dizer que “este governo matou esta freguesia”.

De “consciência tranquila” em todo o processo que conduziu à extinção das freguesias de Vila Franca da Beira, Lajeosa, S. Paio de Gramaços, Vila Pouca da Beira e S. Sebastião da Feira, o presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, António Lopes, destacou a “dupla conquista”. “Fomos dos concelhos que menos perdemos percentualmente e salvámos Nogueira do Cravo”, referiu António Lopes, regozijando-se por “toda a transparência” registada no decorrer de um processo em que a Assembleia Municipal teve capacidade de “ultrapassar pressões ilegítimas”. “Só a Comissão Política do PSD veio com a teoria da extinção de apenas três freguesias”, criticou, considerando que tal como o próprio, toda a Assembleia Municipal “deve estar de consciência tranquila”.

Disponível para cumprir a lei, o presidente da Câmara Municipal confessou-se “derrotado” em todo este processo que retira equilíbrio ao território concelhio e em nada resolve os problemas do país. Ainda a analisar a possibilidade de o município avançar com providência cautelar com o objetivo de inverter aquela decisão – a freguesia da Lajeosa já o fez de forma isolada – José Carlos Alexandrino elogiou a postura seguida pela Assembleia Municipal em todo este processo.

Pelo contrário, Alexandrino criticou a falta de seriedade da Comissão Política do PSD de Oliveira do Hospital que veio a público dizer que, afinal, poderiam ter sido poupadas duas freguesias. “Pensam que estão a falar para mentecaptos”, sustentou o presidente acusando o PSD de “intoxicação pública” e avisando que “o povo não se esquecerá de quem acabou com as freguesias”.

LEIA TAMBÉM

Incêndios adiam da tomada de posse do executivo da autarquia oliveirense

A catástrofe que se abateu sobre Oliveira do Hospital, com os incêndios, levou a uma …

Incêndio

Anda tudo a gozar connosco!!! Autor: Luís Lagos

Anda tudo a gozar connosco!!! Eu estou absolutamente farto!!! Fartinho!!! Haverá quem leia este post …