Dinis Amaral

Deputados do PSD e PCP são os que mais trabalham em defesa do distrito que os elegeu conclui estudo da UA

Os deputados eleitos pelo PCP e PSD são aqueles que fazem mais trabalho pelo circulo pelo qual foram eleitos, deixando a ideologia um pouco de lado. Este é o resultado um estudo realizado na Universidade de Aveiro (UA) que procurou perceber que factores influenciam a maior ou menor orientação regional do trabalho dos deputados. “Há deputados fazem muito trabalho de círculo, isto é, demonstram muita preocupação com assuntos individuais ou colectivos do seu círculo eleitoral, nas perguntas e requerimentos que fazem, outros não focam tanto essa questão”, explica o autor do estudo, Dinis Amaral.

Os Deputados do partido do Governo, deputados com presença regular nos media, e deputados com fracas ligações ao círculo eleitoral por onde foi eleito, fazem menos trabalho de círculo, concluiu o estudo, apontando que quanto mais próximos os deputados estão das lideranças menos atenção dedicam a quem os elegeu. “Deputados que exerceram cargos políticos de elite nas bancadas parlamentares, aqueles que já foram ministros e que assumem uma posição quase senatorial no parlamento, tendem a ter uma preocupação com temas mais gerais e menos de círculo”, concluiu Dinis Amaral.

Do ponto de vista absoluto, esta investigação demonstra que 41,7 por cento das perguntas e requerimentos apresentados pelos deputados no parlamento português, durante a X Legislatura [de 2005 a 2009], refletem trabalho desenvolvido em prol do círculo eleitoral que os elegeu, aponta Dinis Amaral que analisou as perguntas e requerimentos apresentados por todos os deputados inicialmente eleitos para a X Legislatura, excepto aqueles que assumiram funções no Governo e aqueles que permaneceram no parlamento durante menos de 100 dias. Assim, dos 230 deputados inicialmente eleitos, Dinis Amaral analisou o trabalho de 198 parlamentares (93 do PS, 71 do PSD, 12 do PCP, 12 do CDS-PP, 8 do BE e 2 do PEV), eleitos pelos 22 círculos eleitorais do país.

“Esta investigação demonstra que, apesar da forma como os candidatos são seleccionados pelos partidos, da organização dos próprios partidos, e do sistema eleitoral português aparentemente não fornecer incentivos ao trabalho de círculo, em Portugal os deputados fazem trabalho de círculo. O que varia é o seu grau”, afirma. O estudo demonstra ainda que há uma relação inversa entre o tempo no parlamento e o trabalho de círculo e que os deputados eleitos como cabeças de lista fazem mais trabalho de círculo do que os restantes. “Os cabeças de lista do PCP, então, são os verdadeiros carregadores do piano”, remata.

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