Deputados juntam-se a autarcas para elevar luta pela construção dos ICs 6,7 e 37

Os deputados socialistas pelos círculos de Castelo Branco, Coimbra, Viseu e Guarda solidarizaram-se esta manhã com os autarcas abrangidos pelos IC 6,7 e 37 e comprometeram-se a solicitar a “imediata inclusão” daquelas infra estruturas nos planos de investimento público de cinco mil milhões de Euros até 2020.

Em uníssono, deputados, autarcas e demais responsáveis regionais apelaram esta manhã, ao governo para “parar com esta injustiça” de exclusão dos acessos à Serra da Estrela – IC6,7 e 37 – do grupo das 30 infra estruturas consideradas de elevado valor acrescentado e que deverão ser construídas até 2020, num investimento de cinco mil milhões de Euros.

“Uma fatia dos cinco mil milhões seria muito bem aplicada no interior do país, nomeadamente na beira serra com estas infra estruturas”, afirmou esta manhã o ex secretário de Estado das Obras Públicas do governo de José Sócrates e atual deputado socialista pelo círculo da Guarda que, a marcar presença no fim de linha do IC6, em Tábua, anunciou a intenção de juntamente com os deputados de Castelo Branco, Viseu e Coimbra apresentar um projeto de resolução à Assembleia da República para recomendar a “imediata inclusão” dos ICs nos planos de investimento público. Entre os planos dos deputados está também a realização de um seminário, no próximo dia 8 de março, em Seia com representantes das indústrias transportadoras, sindicatos, representantes das populações e a Estradas de Portugal para “elucidar” que face aos estudos já publicados “os itinerários são infra estruturas de elevado valor acrescentado ao contrário do que é indicado no estudo, no qual não consta nenhum investimento na região da Beira Serra, nem na região interior, entre o eixo Aveiro – Vilar Formoso e Sines – Évora”. “ Há há uma larguíssima parte do território que fica excluída. Esta situação não é justa”, considerou esta manhã Paulo Campos que tem ainda a criticar a forma foi foi feito o estudo, sem que se tenha atendido a critérios de coesão, indústria e sinistralidade. “Nos últimos 10 anos, na EN17 faleceram 48 pessoas e no IP3, 41. Esta estrada é de elevado índice de sinistralidade e se não houvesse outros motivos, este já era extremamente importante, o qual está a ser ignorado”, fez notar o deputado que, no fim do IC6 pediu ao Estado “dignidade” e que cesse com a “injustiça”.

“Estamos a dois ou três km de uma indústria, da qual saem 35 a 40 camiões por dia para exportação e a exportação não vai para Lisboa ou para Coimbra. A exportação vira a norte, vira a Espanha e precisamos da continuação desta via”

Paulo Campos falava assim no final de uma reunião, que teve lugar em Seia, com autarcas e outros responsáveis da região que, de forma simbólica, se uniram ao final da manhã no fim do último troço do IC6. “É mais do que justo”, chegou a referir o presidente da Câmara de Tábua que apesar de já ter visto o IC6 chegar ao seu território concelhio, destaca a necessidade da sua continuação, como forma de escoar a produção industrial verificada naquele concelho. “Estamos a dois ou três km de uma indústria, da qual saem 35 a 40 camiões por dia para exportação e a exportação não vai para Lisboa ou para Coimbra. A exportação vira a norte, vira a Espanha e precisamos da continuação desta via”, fez notar Mário Loureiro.

 “…no contexto das imensas rodovias que foram construídas neste país, é certo que nesta região o Plano Rodoviário Nacional não foi minimamente cumprido”.

“É fundamental a construção destas vias para que mais facilmente possamos chegar à Europa e por esta razão também poder acontecer mais investimento na região”, defendeu por sua vez o presidente da Câmara de Seia, recordando que este não é um problema novo. “É um problema que sentimos há três dezenas de anos, que se tem traduzido na procura de soluções por via da construção dos ICs da Serra da Estrela, frisou Carlos Filipe Camelo, lamentando que no contexto das “imensas rodovias que foram construídas neste país, é certo que nesta região o Plano Rodoviário Nacional não foi minimamente cumprido”.

 “…não adianta falarmos , se do outro lado tivermos pessoas e um governo absolutamente surdo”

Certo de que “não adianta falarmos , se do outro lado tivermos pessoas e um governo absolutamente surdo”, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do hospital voltou esta manhã a defender a tomada de posições “extremas”. “Acho que já é tarde”, frisou José Carlos Alexandrino na opinião de quem o governo “não pode perder a oportunidade” do novo Quadro Comunitário e “não pode deixar de colocar esta obra como prioritária nos investimentos a fazer.” “É preciso um território coeso e é fundamental o desenvolvimento económico do interior”, continuou o autarca que ao mesmo tempo que louva a resistência dos empresários que se têm mostrado uns “heróis”, lamenta que o governo não tenha em atenção as considerações do PROTcentro, que identifica como estruturante o eixo entre Tábua, Oliveira do Hospital, Seia e Gouveia.

Nesta luta pela inclusão dos ICs nas obras de elevado valor acrescentado,  Alexandrino desafia à intervenção do secretário geral do PS . “Que venha a terreiro defender estes ICs. Temos aqui uma injustiça”, disse o autarca oliveirense, esclarecendo porém que o que está em causa não é uma auto estrada , mas antes uma “estrada digna desse nome”, porque a “EN17 não aguenta o trânsito”. “Acredito em que maio não teremos estrada”, avisou o autarca, defendendo medidas “mais radicais”, por entender que “ não adianta falar para um governo surdo”

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  • Por um PSD ganhador !!!

    Este Paulo Campos devia ter vergonha, quer dizer quando tá no governo cancela a obra, tinha o dinheiro, tinham tudo para esta obra estar feita e não a faz e foi por pura politica pois na altura a câmara de Oliveira e Gouveia era PSD e nas do PS foi fazer a obra (Tábua e Seia). Estar na oposição é muito lindo mas fazer obra pelo concelho que o ajudou a eleger 2 vezes tá quieto e o Alexandrino que é mafioso vai atrás do seu partido mais o ideias do Francisco Rolo.
    Esta comissão politica do PSD e a distrital de Coimbra vai demonstrar sem populismos a comandita socialista como se trabalha, pois estes socialistas é prometer mas quem resolve os problemas são sempre os mesmos o PSD.

    Tenham vergonha!!!

  • João Brandão

    Caro sonhador de um PSD Ganhador,
    Quem andou parar a obra foi o líder nacional do PSD – Pedro Passos Coelho.
    Todo o actual troço do IC6 foi construído por Governos Socialistas.
    Ainda é muito novo para se recordar disso, mas a Internet não serve só para publicar uns comentários fúteis, serve sobretudo para poder fazer pesquisa de informação fidedigna.

    • Padre de Covas

      Aproveite e veja lá quem nos levou à banca rota e como?

  • 1ª Epístola de São Paulo Rocha

    Meus conterrâneos;

    Tive que me pôr a andar para Angola, pois não podia pactuar com o método financeiro vigente.
    Como bem sabeis, a CMOH, foi agora penalizada em mais de um milhão de euros fruto de não ter cumprido a “Lei das Autarquias”. Todo o processo pode ser consultado em Diário da Republica.
    Gostaria agora de saber, quem vai ser responsabilizado? O presidente? Os vereadores? A oposição? O munícipe? O governo? Ou o Espírito Santo?
    Espero que não me culpem a mim.
    A CMOH a cavar buracos desta dimensão só pode chegar à falência.
    ÁMEN!!!!!

  • P.inóquio-S

    Em boa verdade esta Câmara não se dá lá muito bem com as leis. Deve ser doença do edifício. Chegam lá e todos pensam que a lei são eles. Em boa verdade a obra que está feita foi toda feita por governos PS. Porém, colocasse-me a seguinte questão: Porque parou o PS a obra? António Guterres, de facto, dois anos depois de tomar posse tinha concluídos os primeiros 13 KM.1997. Mas António Guterres foi governo até Abril de 2002. Se o PS quer tanto a obra, porque a parou? Guterres acabou o mandato com a dívida em 72 mil milhões, ao tempo +- 50% do PIB. Não tinha a Troika a mandar.O que é que faltava para poder continuar? Sócrates tomou posse em 2005.Porque é que só começou o 2º troço em 2008? Se o PS quer tanto a obra, não andou porquê? É agora com a dívida em 130% do PIB,e mais de 200 mil milhões, com a Troika a proibir, com os idosos sem medicamentos, com 2 milhões de Portugueses a passar fome, é que fazem esta algazarra toda? A um mês das eleições, é com comícios como o de Seia que acham que vão resolver o problema? Com menos política e mais bom senso, quero pensar que já estava feita.