Desemprego bate novo recorde em Oliveira do Hospital

… o concelho contava com 104 novos desempregados, num total de 1261.

São números nunca antes registados aqueles que são agora disponibilizados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional relativamente à situação de desemprego, verificada à data de 31 de janeiro de 2013, no concelho de Oliveira do Hospital.

São 1261 desempregados que espelham na perfeição o momento difícil por que passam as famílias oliveirenses, que nos últimos tempos não têm conseguido sair ilesas de uma crise transversal a vários setores de atividade, afetando quase de igual modo, tanto homens (623) como mulheres (638).

Números que são ainda mais dramáticos se se tiver em linha de conta que no período de apenas um mês, o concelho registou 104 novos casos de desemprego, já que à data de 31 de dezembro de 2012, o IEFP dava conta de 1157 oliveirenses naquela condição. Em causa está uma subida na ordem dos oito pontos percentuais e que é ainda mais grave quando comparada com janeiro de 2012, altura em que o desemprego atingiu os 1001 oliveirenses e a subida é na ordem dos 21 por cento.

Dos 1261 oliveirenses inscritos no IEFP, 60 por cento encontra-se naquela condição há menos de um ano. Quanto à situação face ao emprego, 10 por cento procuram a primeira oportunidade de trabalho de 90 por cento encontra-se à espera de novo emprego.

“Números duros” para o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que recentemente se revelou esperançado no virar de página do mau momento por que passa o concelho. “Acredito que nos meses de fevereiro e março, o desemprego possa diminuir”, afirmou José Carlos Alexandrino a propósito dos números relativos a dezembro (1157 desempregados) revelando-se expectante relativamente à abertura da nova empresa de confeções – Olijeans – e a admissão de cerca de seis dezenas de trabalhadores. A par desta iniciativa privada, o presidente oliveirense aplaude “um conjunto de medidas de empregabilidade que o governo vai lançar”.

Em concreto, a medida que permite às Juntas de Freguesia recrutar uma pessoa com o “Estado a pagar na totalidade o contrato de um ano”. “Desafio as Juntas a contratar”, refere o autarca dando conta da disponibilidade do município para suportar os cerca de 100 Euros que cada contratação obriga às Juntas de Freguesia. Para além de proporcionar postos de trabalho, a medida possibilita “uma maior aproximação do município às pessoas”, já que o objetivo dessas contratações é assegurar determinados serviços municipais nas juntas de freguesia. “ Deparo-me com pessoas idosas que agora são obrigadas a fazer IRS”, refere, alertando para a mais valia de cada freguesia dispor de uma pessoa devidamente preparada para auxiliar a população, em especial a mais idosa.

Ainda em matéria de emprego, Alexandrino destaca a “ajuda” que o município tem dado a “muita gente” por via dos POC, receando porém pelo seu futuro a partir do momento em que finda o subsídio de desemprego.

Bandeira do executivo que lidera é também o programa Ativos Sociais que já assegurou 60 postos de trabalho. “Não é suficiente”, entende porém o presidente da Câmara que não deixa de associar a realidade concelhia àquilo que são as “influências nacionais” no que à crise económica e financeira diz respeito.

Num olhar pela região, o desemprego continuou a não dar tréguas no arranque do novo ano. Com exceção de Seia que registou menos um desempregado (1659) do que em dezembro (1660), Gouveia fechou o primeiro mês do ano com 988 desempregados, seguido de Nelas com 931, Tábua com 846 e Arganil com 701.

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