Desemprego desce entre as mulheres e dispara nos homens

 

… são por esta altura os mais fustigados pelo flagelo do desemprego.

O concelho de Oliveira do Hospital assiste a um novo paradigma no que aos números de desemprego diz respeito. Pela primeira vez em largos meses, os homens são os mais fustigados pelo flagelo do desemprego.

Os últimos dados disponibilizados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional relativos ao concelho oliveirense dão conta de uma descida do desemprego entre as mulheres, passando os homens a ser apontados como os mais afetados pela crise que, um pouco por todo o país, tem levado a despedimentos e até ao encerramento de empresas.

Números afetos a outubro passado, revelam que Oliveira do Hospital fechou aquele mês com 1024 desempregados, registando uma descida de quatro por cento comparativamente ao mês de setembro (1068).

Ainda que haja a registar um aumento de 19 por cento comparativamente ao mesmo mês de 2011 (829 desempregados), os dados do último mês de outubro dão conta de uma descida de 11 por cento do desemprego feminino – passou de 540 para 482 – em comparação com o passado mês de setembro. Cenário inverso é o que se verifica entre os homens, assistindo-se a uma subida de três por cento de indivíduos desempregados (passou de 528 para 542).

Números que atestam a retoma económica por parte das empresas de confeções concelhias que absorvem o grosso da mão de obra feminina e que, por outro lado, são reflexo do mau momento por que passam várias empresas na área de construção civil que, a nível local e até nacional, têm sido responsáveis pelo aumento do desemprego masculino no concelho.

Dos 1024 desempregados no concelho oliveirenses, 32 por cento (327) procuram emprego há mais de um ano, sendo que a maioria, 68 por cento (697), se encontra em situação de desemprego há menos de um ano.

Dados que permitem ainda verificar que do total de desempregados, 13 por cento (131) se encontram à procura de primeiro emprego e 10 por cento (106) são licenciados.

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