Desemprego diminuiu 9 por cento em Oliveira do Hospital

 

A padecer de um registo nunca antes sentido, o concelho de Oliveira do Hospital assistiu em apenas um mês à redução de nove por cento do número de desempregados inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

De acordo com os dados disponíveis no sítio de internet do IEFP, Oliveira do Hospital fechou o mês de fevereiro com 1148 desempregados. Números que dão conta de uma diminuição de 113 desempregados em comparação com janeiro – estavam inscritos 1261 oliveirenses – e com último mês de 2012 que dava conta de 1157 pessoas à procura de emprego.

Uma redução especialmente sentida entre as mulheres, onde se verifica uma diminuição de 15 por cento. Em fevereiro, as mulheres desempregadas eram 544, menos 94 do que as registadas em janeiro ( 638).

Entre os homens, o desemprego também abrandou – passaram de 623 em janeiro para 604 em fevereiro – mas é sobretudo entre as mulheres que os sinais de abrandamento daquele que tem sido o maior flagelo concelhio ganham maior expressão.

Uma realidade que tem relação direta com o momento de prosperidade e crescimento por que passam as empresas de confeções do concelho e da região e que têm absorvido mão de obra qualificada que se encontrava em situação de desemprego. Refira-se que por estes dias aguarda-se pela abertura, em Oliveira do Hospital, na localidade de Gavinhos de Baixo, da mais recente unidade de confeções e que dará emprego a mais de meia centena de trabalhadores qualificados.

Menor sorte têm sentido os homens, muito por força da crise que se abate sobre o setor da construção civil e que tem conduzido à falência de várias empresas e consequente desemprego dos seus colaboradores.

Ainda num olhar pelos números relativos à realidade concelhia, é possível constatar que dos 1148 desempregados, 60 por cento (692) se encontram inscritos no IEFP há menos de um ano e 10 por cento (118) se encontram em situação de procura de primeiro emprego.

Na região, os sinais de abrandamento também se fizeram sentir em Seia (de1659 em janeiro, passou para 1607 em fevereiro), Tábua (passou de 846 para 789), Arganil (de 701 passou para 636) e Gouveia (de 988 para 963). Em Nelas, os números dão conta de uma subida de 931 para 946.

LEIA TAMBÉM

Primeiro-ministro vê nas biorefinarias uma “oportunidade” para aproveitar a floresta e elogia trabalho desenvolvido na BLC3

O primeiro-ministro destacou ontem na inauguração do Campus de Tecnologia e Inovação BLC3, em Oliveira do …

António Costa remete construção do IC6 para “quando haja condições financeiras”

O primeiro-ministro não se compromete com uma data para a construção do IC6 entre Tábua …