Desemprego dispara 20 por cento no mês de Julho

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) relativos ao mês de Julho, a taxa de desemprego subiu 20,2 por cento comparativamente ao período homólogo de 2008.

Em 31 de Julho deste ano, existiam 797 oliveirenses inscritos como desempregados no IEFP. Em comparação com o mês anterior, a escalada do desemprego atinge os 11,3 por cento.

Mundiveste retoma laboração

No entanto, nem tudo são más notícias já que a histórica Mundiveste – fundada em 1973 – retomou a laboração na passada segunda-feira.

Aquela empresa de confecções que, em Maio, suspendeu os contratos com os seus trabalhadores, por forma a permitir-lhes o acesso ao fundo de desemprego, voltou agora ao trabalho com os seus 56 trabalhadores e as perspectivas são de algum optimismo.

“Neste momento temos encomendas até Novembro e há muito boas perspectivas para o futuro. Tivemos inclusivamente que recusar algumas encomendas, em virtude de neste momento não termos capacidade de resposta”, referiu hoje ao corrreiodabeiraserra.com um dos sócios gerentes da empresa.

Manuel Dinis frisou que da parte da administração sempre houve a intenção de reabrir a fábrica e não deixa de sublinhar que a Mundiveste está outra vez com várias solicitações de trabalho porque – conforme salientou – “é uma empresa que sempre cumpriu com os prazos de entrega e com a qualidade”.

Dinis disse ainda estar convicto de que o pior já passou e garantiu a este diário digital que, face ao volume de trabalho, a Mundiveste vai inclusivamente “criar seis novos postos de trabalho”. 

O empresário oliveirense não deixou entretanto de elogiar a colaboração que o Instituto de Emprego e Formação Profissional, a Segurança Social e o Sindicato dos Têxteis de Coimbra (STC), prestaram à empresa.

“É de enaltecer esta linha de apoio do Governo às empresas e aos trabalhadores. Foi um desafogo para nós, pois se continuássemos a laborar, sem trabalho, isso seria hipotecar o futuro da empresa e dos trabalhadores”, referiu Dinis.

Poucas esperanças para os 160 trabalhadores da HBC 

Quem também já veio congratular-se com a reabertura da Mundiveste foi a dirigente sindical do STC, Fátima Carvalho, que em declarações ao diário As Beiras elogiou “a transparência por parte da administração” da empresa em todo este processo.

“Isso é de louvar, porque normalmente nestes processos não há muita transparência”, afirmou aquela sindicalista.

Em situação crítica continua, no entanto, o futuro dos 160 trabalhadores da HBC, a fábrica de confecções que este ano entrou em processo de falência. “Parece-me que as várias hipóteses para a recuperação da empresa se estão a esfumar”, advertiu Fátima Carvalho.

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