“Desmotivação” conduziu NDEIB à extinção

 

A decisão foi tomada em Assembleia Geral, realizada no passado dia 3 de janeiro.

O NDEIB é a mais recente baixa no panorama associativo do concelho e da região. Fundado, em 2006, pelo conhecido empresário Fernando Tavares Pereira, o NDEIB, com sede em Oliveira do Hospital, chegou a englobar no seu seio empresários dos distritos de Coimbra, Guarda e Viseu e reunir o apoio da generalidade dos autarcas da região, que reconheciam àquele movimento capacidade de reivindicar melhorias no domínio das acessibilidades, em particular da construção dos IC6, IC7 e IC37 e, do apoio à atividade empresarial.

Do portfólio da atividade da estrutura associativa sobressaem encontros com governantes da nação, colóquios sobre variados temas, encontros de empresários dos vários setores, visitas de embaixadores e o envio de missivas várias ao governo. No campo das acessibilidades, o NDEIB foi ainda voz ativa na escolha dos traçados dos IC6,IC7 e IC37, tendo, inclusivamente proporcionado a vinda do anterior secretário de Estado das Obras e Públicas e Comunicações a Oliveira do Hospital, onde teve oportunidade de reunir com os autarcas da região.

Uma atividade que, contudo, remonta, aos primeiros anos do NDEIB, chegando -se a questionar, num passado recente, a sua continuidade. A resposta resultou porém da última Assembleia Geral, realizada dia 3 de janeiro, onde foi decidida a extinção daquela estrutura associativa.

Uma informação confirmada ao correiodabeiraserra.com pelo presidente da Assembleia Geral do NDEIB, Carlos Andrade, que pelo facto de o presidente da direção Fernando Tavares Pereira se encontrar incontactável, explicou que a extinção do NDEIB mais não é do que o resultado da “desmotivação” do empresário que ao longo dos anos tem “dado tudo por tudo” pelo NDEIB e, num cenário de crise, se encontra “sozinho”.

“Não tendo o apoio que deveria ter de pessoas que também deveriam estar a lutar por interesses comuns, acabou por desistir”, contou Carlos Andrade, lamentando que empresários e autarcas se tenham “dispersado” daquele que era um projeto comum.

Uma realidade que, na opinião do também empresário, não augura nada de bom porque “se em equipa é difícil, isoladamente nem vale a pena pensar em fazer nada”.

Uma falta de apoio que, esclarece Carlos Andrade, é consequência do momento de crise que afeta todo o país e que conduz as pessoas “à desmotivação generalizada”.

“É o sentimento de remar contra a maré”, frisou, chamando a atenção para as dificuldades que marcaram o ano de 2012 e que vão continuar em 2013. “São os próprios governantes a dizer que, em 2013, ainda vai ser pior”, sublinha , na certeza de que no ano que agora entrou, apenas os impostos vão subir. “Vai haver cortes em tudo”, lamenta o empresário que adivinha um novo ano com aumento de situações de falência e de desemprego, fruto das medidas tomadas pelo governo.

Motivos que, Andrade, entende servirem de justificação ao desinteresse de empresários e autarcas na luta de reclamarem por melhores condições para a região. Ainda assim, o presidente da Assembleia Geral não deixa de registar uma das conquistas do NDEIB no domínio das acessibilidades, tendo funcionado como ponto de pressão para a construção do troço do IC6, até Tábua. “Alguma coisa foi feita”, observa, considerando meritório todo o trabalho desenvolvido pelo NDEIB, em particular pelo seu “impulsionador número um”, o empresário Fernando Tavares Pereira, que com a sua “persistência” manteve o NDEIB em atividade, chegando a dispor de “dinheiro próprio” para manter a sede de portas abertas.

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